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Produção de níquel da Vale pode atingir 310 mil t em 2020, alta de 30% ante 2018

25 out 2018 18h01
| atualizado às 18h04
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A Vale, uma das líderes globais na produção de níquel, vê possibilidade de aumentar a produção do metal em 2020 em cerca de 30 por cento na comparação com os níveis projetados para este ano, indicou o diretor de Metais Básicos, Eduardo Bartolomeu, nesta quinta-feira.

Logo da Vale
07/08/2017 REUTERS/Ricardo Moraes
Logo da Vale 07/08/2017 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

Mas uma produção de 310 mil toneladas projetada para 2020 também dependerá das condições de mercado, acrescentou o executivo da Vale, que aposta nesta commodity para ampliar seus ganhos, no embalo de uma maior demanda para a produção de baterias para carros elétricos.

Enquanto isso, a companhia vem realizando uma reestruturação dos negócios de níquel e simplificando processos para reduzir custos, após cortar a projeção de produção neste ano para 240 mil toneladas, diante de paradas para manutenção nas unidades do Canadá em meio a preços baixos.

"A direção é 310. Ela vai ser alcançada, uma vez que os mercados evoluam...", disse Bartolomeu, que assumiu a diretoria após o início da gestão do presidente Fabio Schvartsman, no começo do ano passado, com a missão de trazer mais valor ao negócio.

Aquele volume de produção apontado, disse Bartolomeu durante teleconferência sobre os resultados da empresa, seria alcançado a partir de ativos que a empresa já tem.

Segundo ele, em uma base de custos completamente diferenciada projetada pela empresa, e com uma oportunidade de crescer a produção e o preço saindo de 12/13 mil dólares/tonelada para 18/20 mil dólares, é possível entender a "oportunidade do negócio".

Na semana passada, o CEO da companhia já havia citado uma expectativa de 20 mil dólares por tonelada para o preço do níquel para voltar a investir no negócio.

Schvartsman, também na teleconferência nesta quinta-feira, afirmou que a Vale hoje já tem uma "visão mais clara" sobre o negócio de níquel.

O níquel será fator chave para área de metais básicos ganhar mais participação nos resultados da empresa, a maior produtora global de minério de ferro.

"Nossa expectativa é que em 2020 a área de metais básicos tenha um salto expressivo de resultados pela combinação de provável recuperação de preços, provável importante redução de custos e salto de volume que a companhia terá...", disse Schvartsman.

Enquanto isso, em meio a uma reestruturação, a Vale tem cortado projeções de produção do metal.

Tais cortes vêm ocorrendo desde que o CEO assumiu a empresa enquanto os preços estão fracos.

E a redução na produção deve se manter em 2019, antes de registrar um forte aumento em 2020, segundo Schvartsman.

No início do ano, dentro de sua estratégia de diversificação, o presidente da empresa previa elevar a participação da divisão de metais básicos nos resultados da companhia a 30 por cento até o fim de 2019.

Schvartsman disse ainda que a Vale terá notícias sobre a mina de níquel da Nova Caledônia "proximamente", mas não entrou em detalhes sobre o projeto para o qual a empresa chegou a procurar um parceiro.

FOCO NO ACIONISTA

Com foco em ganhos para seus acionistas, a Vale vai investir em projetos que tragam retornos expressivos para a mineradora e que exijam aportes modestos, reiterou Schvartsman, durante teleconferência.

O comentário vem um dia depois de a Vale ter anunciado a aprovação de investimentos de 1,1 bilhão de dólares para a expansão da mina de cobre Salobo, no Pará, em movimento que busca ampliar a produção do metal em meio a expectativas de maior demanda com o desenvolvimento das baterias.

"Minério de ferro apresentará resultados crescentes ao longo dos próximos trimestres enquanto metais básicos está se preparando para o horizonte de 2020", destacou o CEO.

As previsões ocorrem em meio a um aumento do fluxo de caixa livre da empresa, que deverá atingir 10 bilhões de dólares em 2018, quase o triplo do registrado no ano passado, muito em função dos ganhos que a Vale vem obtendo com seu minério de ferro de alta qualidade e a forte demanda da China.

O executivo reafirmou nesta quinta-feira que o foco da empresa no horizonte de curto prazo é o pagamento de dividendos, eventualmente recompra de ações, além de possíveis investimentos orgânicos e aquisições, que gerem rentabilidade.

"Nós só faremos investimentos que tenham expectativa de retorno muito significativo, obviamente isso reduz a quantidade de investimentos que nós faremos, o que tende a fazer com que a gente possa perenizar pagamento de dividendos mais encorpado", disse o executivo.

A Vale registrou lucro líquido atribuído ao acionista de 5,75 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 19,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, sob impacto do câmbio, apesar do forte resultado operacional guiado pela demanda da China por seu minério de ferro de melhor qualidade.

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