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Presidente da Boeing enfrenta questionamento duro por persistência de crise do 737 MAX

29 abr 2019
17h57
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O presidente-executivo da Boeing , Dennis Muilenburg, sob duras críticas devido à crise gerada pela queda de dois aviões 737 MAX, manteve seu emprego intacto em reunião anual de acionistas nesta segunda-feira e prometeu durante entrevista a jornalistas que a empresa reconquistará a confiança do público.

Presidente-executivo da Beoing, Dennis Muilenburg, fala a jornalistas após reunião de acionistas da companhia, em Chicago. 29/4/2019.  Jim Young
Presidente-executivo da Beoing, Dennis Muilenburg, fala a jornalistas após reunião de acionistas da companhia, em Chicago. 29/4/2019. Jim Young
Foto: Reuters

Diante da maior crise em seus quase quatro anos no comando da Boeing, Muilenburg ouviu perguntas duras sobre a crise do 737 MAX na reunião de acionistas. Após a queda dos aviões, os voos do modelo foram suspensos em todo o mundo e a empresa encara processos judiciais e investigações de autoridades.

Muilenburg, também presidente do conselho de administração da Boeing, ouviu pedidos para que ele deixe um dos cargos. Entretanto, uma moção para dividir os papéis de presidente do conselho e de presidente-executivo não avançou e ele afirmou a jornalistas em seguida que vai continuar a liderar a Boeing.

A empresa obteve aprovação do Brasil mais cedo neste ano para comprar a divisão de aviação comercial da Embraer .

"Estou muito focado em segurança daqui para a frente", disse o executivo, quando jornalistas perguntaram se ele considerava renunciar. "Minha clara intenção é continuar a liderar no front de segurança, qualidade e integridade".

Entretanto, a Boeing terá que reconquistar a confiança de clientes, passageiros e autoridades, abalada com a queda dos aviões, que integram a família de jatos mais vendida da empresa.

"Sabemos que temos trabalho a fazer para reconquistarmos a confiança e vamos reconquistá-la", disse Muilenburg, antes do final de uma entrevista de 16 minutos à imprensa, onde ele ignorou algumas questões.

Família e amigos de Samya Stumo, 24 anos, norte-americana que estava entre os 157 mortos na queda do Boeing 737 Max da Ethiopian Airlines em 10 de março, fizeram um protesto silencioso, sob frio e chuva, do lado de fora do local onde a assembleia de acionistas da Boeing foi realizada, em Chicago.

O avião caiu pouco depois de decolar de Adis Abeba, cinco meses depois que um modelo similar operado pela Lion Air caiu na Indonésia, matando 189 pessoas que estavam a bordo.

Daniel Johnson, um engenheiro e acionista intermitente da Boeing desde 1984, afirmou que a companhia "deu um tiro no pé" ao permitir que o sistema anti-stall do avião, chamado de Sistema de Aumento de Características de Manobrabilidade (MCAS), funcionasse apenas com um único sensor.

"A questão é: Eles vão precisar de uma nova marca? Não sabemos o quanto o público em geral sabe realmente o que é um 737 MAX", disse Johnson fora da assembleia.

Cerca de 150 acionistas participaram da assembleia, mas apenas um punhado questionou Muilenburg sobre o MAX ou sobre a pressão para a divisão de papéis na administração da empresa.

A agência de aviação dos EUA, FAA, pode liberar os voos do 737 MAX no final de maio ou na primeira parte de junho, disseram duas fontes próximas do assunto na sexta-feira.

Na semana passada, a Boeing anunciou que desistiu de suas metas financeiras para o ano, interrompeu processo de recompra de ações e reduziu o ritmo de produção porque o impedimento de voos do 737 MAX gerou um custo à companhia de pelo menos 1 bilhão de dólares até agora.

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