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Preço do diesel no Brasil encerra semana no maior valor desde maio, diz ANP

18 set 2026 - 18h30
(atualizado às 18h57)
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Resumo
O preço médio do diesel S-10 no Brasil subiu 2,3% e atingiu R$ 7,13 por litro, o maior valor desde maio, segundo a ANP. A alta reflete a disparada internacional do petróleo em meio a tensões geopolíticas globais, coincidindo com o início do plantio da soja, período de pico no consumo. O cenário amplia a defasagem de preços da Petrobras, gerando receios de restrições na oferta interna por importadores, apesar de medidas de subvenção do governo federal para amortecer os impactos nas bombas.

O preço médio ‌do diesel S-10 nos postos do Brasil subiu 2,3% nesta semana ante a anterior, para R$7,13 por litro, maior patamar desde o final de maio, apontou pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nesta sexta-feira.

O avanço dos preços do combustível mais consumido do Brasil ocorre após ⁠uma disparada das cotações do petróleo e seus derivados no mercado internacional ao ‌longo deste mês, em momento em que começa o plantio de soja no país, considerado um dos períodos de maior demanda por diesel. 

O petróleo ‌Brent, referência internacional, fechou nesta sexta-feira a ‌US$104,87 o barril, contra cerca de US$93 no início do mês, ⁠à medida que os EUA e o Irã retomaram os ataques mútuos e os houthis, aliados do Irã, também intensificaram suas atividades militares. Desdobramentos dos conflitos entre Rússia e Ucrânia também impactaram o mercado.

A escalada de valores no mercado internacional ampliou para níveis recordes também a defasagem em relação aos ‌valores praticados pela Petrobras no Brasil, levando importadores no país a adiar decisões ‌de compra e aumentando ⁠preocupações com restrições ⁠localizadas de oferta e distorções regionais no mercado brasileiro, disseram executivos do setor de ⁠distribuição e importação à Reuters.

O governo ‌brasileiro tem lançado mão de ‌medidas para amortizar os impactos da alta do mercado brasileiro, com programas de subvenção ao diesel. Entretanto, 30% do combustível consumido no Brasil é importado e nem todos os agentes têm participado das iniciativas do ⁠governo. 

A Fecombustíveis, sindicato que representa cerca de 40 mil postos no Brasil, afirmou em nota nesta sexta-feira que acompanha com preocupação os efeitos da instabilidade do mercado internacional de petróleo sobre os preços e o abastecimento de combustíveis no Brasil e alertou que ‌eventuais aumentos ao consumidor não podem ser analisados exclusivamente a partir do preço exibido nas bombas.

"Qualquer avaliação sobre a evolução dos preços deve considerar ⁠todo o percurso do combustível: produção, importação, refino, distribuição, logística, tributação e mistura obrigatória de biocombustíveis, até sua chegada ao posto", afirmou a Fecombustíveis.

A federação reforçou ainda a necessidade de que autoridades, órgãos de defesa do consumidor e a sociedade analisem a formação dos preços de maneira ampla e técnica, evitando atribuir à revenda variações de custos que muitas vezes têm origem muito antes da chegada do combustível aos postos.

A Petrobras informou na quarta-feira aumento de R$1 por litro no preço médio do diesel para distribuidoras, a partir de quinta-feira, acrescentando que houve também concessão de desconto no mesmo valor por conta da subvenção econômica do governo federal, neutralizando o ajuste.

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