Petróleo oscila perto de mínima em uma semana após EUA e Irã suspenderem combates
Os preços do petróleo oscilaram em torno da mínima de uma semana nesta segunda-feira, depois que os EUA e o Irã suspenderam os ataques no fim de semana, após duas semanas de confrontos, aumentando as esperanças de uma solução diplomática que amenize o conflito e permita a retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Por volta das 12h (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent caíam quase 7%, para US$90,21 por barril. No início do pregão, chegaram a cair 9,5%, para US$87,55 por barril.
O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também recuava mais de 6% para US$83,81 por barril, no mesmo horário, tendo recuado 8% no início do dia, para US$82,12 por barril.
Ambos os contratos estavam sendo negociados em seus níveis mais baixos desde 20 de julho no início do pregão.
O Brent havia atingido US$100 por barril quando o conflito, que reduziu os embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz, se espalhou para o Mar Vermelho, dificultando as exportações da maior exportadora mundial, a Arábia Saudita, pela passagem de Bab el-Mandeb para a Ásia.
O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, disse ao programa "Fox News Sunday" e a outros da mídia dos EUA que o presidente Donald Trump havia decidido suspender os ataques dos EUA para dar mais tempo à diplomacia.
"O mercado parece estar sempre em busca de boas notícias em um cenário que, na verdade, não está oferecendo nenhuma", disse o analista da PVM, John Evans.
"A suspensão dos ataques militares pode parecer uma melhora, mas não traz nenhuma garantia de que o petróleo voltará a fluir da região em breve... os preços só continuarão caindo se os preços altos voltarem a prejudicar a demanda, e não por causa de mini-cessar-fogos duvidosos."
Os preços reduziram as perdas ao longo do dia depois que as defesas aéreas da Arábia Saudita interceptaram e destruíram drones lançados do Iraque que tentavam atingir instalações petrolíferas na Província Oriental do reino e em Riade, e o Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que se reservava o direito de responder às fontes da "agressão".
Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, também afirmaram ter atacado vários locais sensíveis de abastecimento e transporte de petróleo bruto que ligam o leste da Arábia Saudita à cidade de Yanbu, no Mar Vermelho.
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