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Petrobras (PETR4): governo sugere aguardar desdobramentos no Oriente Médio para ajustar preços de combustíveis, diz portal

15 abr 2024 - 11h00
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Na avaliação do governo Lula, a Petrobras (PETR4) não deve reagir imediatamente ao aumento da tensão nos mercados por causa da entrada direta do Irã no conflito do Oriente Médio, segundo o blog do jornalista Valdo Cruz, do G1.

Segundo a publicação, primeiro, a Petrobras (PETR4) deve esperar se haverá e como será a resposta de Israel aos ataques do Irã. Além disso, deve aguardar se realmente haverá uma piora no mercado, e se uma eventual disparada no preço do barril do petróleo será permanente.

Será um teste para a Nova Estratégia Comercial da Petrobras, que, lembram assessores da estatal, tem a "virtude de não transferir volatilidade para o consumidor imediatamente", diz o portal.

Petróleo abre semana em queda, apesar de temor após ataque do Irã contra Israel

Apesar do temor de uma escalada do preço do petróleo após a ofensiva do Irã contra Israel no sábado (13), as cotações do produto começam a semana sem sobressaltos.

Na manhã desta segunda-feira (15), por volta das 8h55 (horário de Brasília), operavam em baixa o barril do óleo tipo Brent, com recuo de 0,75%, cotado a US$ 89,77, enquanto o óleo tipo WTI caía 0,77%, com preço de US$ 85,00.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco australiano ANZ disse que não esperava uma reação imediata nos preços do petróleo após o ataque do Irã a Israel, considerando que o prêmio de risco geopolítico já estava "elevado". Com isso, a instituição mantém o preço-alvo para o barril do Brent no curto prazo em US$ 95.

"Esperamos que a reação inicial dos mercados petrolíferos seja moderada. O ataque foi bem telegrafado e parecia planejado para infligir danos mínimos. O Irã também deixou claro que considera que se trata do fim do atual ciclo de escalada", escreveu o banco australiano, alertando que uma continuação do conflito dependerá da resposta de Israel. "Só num caso extremo vemos que isso terá um impacto realista nos mercados petrolíferos."

O ANZ acrescenta que, mesmo que o fornecimento de petróleo do Irã seja interrompido, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) reiterou recentemente a sua política de abastecimento, o que a deixa com capacidade ociosa e possibilidade de responder a uma eventual quebra no abastecimento.

Risco geopolítico

Apesar da reação imediata relativamente calma do mercado de petróleo, a consultoria de energia norueguesa Rystad Energy avaliou neste domingo (14) que o ataque do Irã contra Israel aumentou drasticamente o risco geopolítico envolvendo esse mercado. A instituição destacou que na semana passada os preços da commodity já estavam em níveis 10% acima do valor justo, que considera apenas fatores econômicos e que estaria em US$ 84 o barril.

O índice de Risco Geopolítico desenvolvido pela Rystad Energy já vinha crescendo, alcançando 1,22 na primeira semana de abril. Na segunda semana, que encerrou no sábado, 13, o indicador foi para 1,35, o nível mais elevado desde o início de 2024.

"Ao focar apenas nos dias 13 e 14 de abril, até 14h do Reino Unido, o Índice de Risco Geopolítico saltou ainda mais para 1,41", disse a consultoria.

Uma possível interpretação dos acontecimentos recentes sugere que as ações do Irã foram uma "retaliação medida" contra a ofensiva registrada em Damasco, na Síria, atribuída a Israel, embora o país não tenha reivindicado o ataque, afirmou a Rystad. A consultoria acrescentou que a representação do país islâmico na Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o assunto como encerrado, sinalizando que não haverá mais ações.

Conforme destacou a consultoria, há incerteza sobre qual será a resposta das forças de Israel. Vários cenários são considerados neste contexto.

"O resultado mais favorável seria a redução das tensões, com os Estados Unidos desempenhando um papel crucial", afirmou a consultoria, apontando o envolvimento direto do presidente americano Joe Biden em conjunto com o G7. Ainda assim, é improvável que o prêmio de risco geopolítico caia para os patamares anteriores a 1º de abril sem sinalizações mais consistentes.

Na pior hipótese, uma retaliação vigorosa partindo de Israel poderia desencadear a escalada de um conflito sem precedentes. "Sob tais circunstâncias, os prêmios geopolíticos aumentariam significativamente", apontou a consultoria, acrescentando que se os EUA aplicarem novas sanções ao Irã podem afetar ainda mais os preços do petróleo no mercado global, aumentando as pressões econômicas existentes.

Desempenho das ações de Petrobras

Confira o desempenho das ações de Petrobras (PETR4).

*Com informações de Estadão Conteúdo

Suno
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