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Pedidos de bens de capital nos EUA sobem mais que o esperado em agosto

25 set 2026 - 09h52
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Resumo
Os novos pedidos de bens de capital nos EUA subiram 1,6% em agosto, superando a projeção de 0,5% e sinalizando um crescimento robusto nos gastos empresariais, impulsionado pela expansão da infraestrutura de inteligência artificial. As remessas também avançaram 0,6%, reforçando o PIB. Apesar do fôlego trazido pela IA, economistas alertam para uma possível desaceleração na manufatura tradicional devido à alta dos juros, do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries.

Os novos ‌pedidos de bens de capital fabricados nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em agosto, e os dados do mês anterior foram revisados para cima, ⁠indicando mais um trimestre de crescimento robusto ‌nos gastos das empresas com equipamentos em meio à expansão da infraestrutura ‌de inteligência artificial.

As encomendas ‌de bens de capital não relacionados ⁠à defesa e excluindo aeronaves, um indicador dos gastos das empresas, registraram alta de 1,6% no mês passado, após aumento de 0,6% em julho em dado ‌revisado para cima, informou nesta sexta-feira o ‌Census Bureau ⁠do Departamento ⁠do Comércio.

Economistas consultados pela Reuters previam alta de ⁠0,5% dessa ‌medida, após um ‌resultado inalterado divulgado anteriormente em julho. As remessas de bens de capital, que são consideradas no cálculo do componente ⁠de gastos empresariais com equipamentos no relatório do Produto Interno Bruto, aumentaram 0,6% no mês passado, após um avanço de 1,4% em ‌julho.

Os gastos das empresas com equipamentos registraram dois trimestres consecutivos de crescimento de ⁠dois dígitos, impulsionados em grande parte por investimentos agressivos em IA, ajudando a sustentar o setor manufatureiro e a economia como um todo. No entanto, o setor manufatureiro, especialmente os segmentos não ligados à IA, pode desacelerar em um cenário de alta nos preços do petróleo, nas taxas de juros e nos rendimentos dos Treasuries de longo prazo, alertaram economistas.

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