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O que é IPCA? Descubra isso e qual sua importância

O IPCA também é conhecido como inflação oficial e tem importância para diversas áreas da economia.

20 abr 2024 - 05h00
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Resumo
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é um indicador de preços que serve para medir o quanto os preços de determinados produtos e serviços variaram ao longo do tempo, favorecendo a tomada de decisões econômicas pela população.
Representação gráfica do IPCA.
Representação gráfica do IPCA.
Foto: Jonathan Kitchen / Getty Images

Quando o assunto é economia brasileira, um dos índices mais importantes é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Esse índice também é conhecido como inflação oficial e tem impacto direto no dia a dia das pessoas.

Todo mês, é divulgado um novo número relacionado ao IPCA, assim como acontece com outros índices, como o INPC. Uma série de entidades da economia utilizam o índice como parâmetro para realizarem análises e tomarem decisões, como o Copom (Comitê de Política Monetária), o CMN (Conselho Monetário Nacional) e o BACEN (Banco Central).

O que é IPCA?

O IPCA, sigla para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é um indicador de preços que serve para medir o quanto os preços de determinados produtos e serviços variaram ao longo do tempo. O objetivo é verificar se os valores subiram ou diminuíram, ou seja, para verificar se houve inflação (aumento) ou deflação (queda) dos preços.

Quem realiza o cálculo do IPCA é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que todos os meses divulga a variação percentual da inflação oficial do país. O instituto realiza a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) e, a partir dela, verifica o que as famílias consumiram no mês e o quanto gastaram em cada item das compras. 

O IPCA avalia os gastos de famílias do Brasil inteiro, que têm renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, o que faz com que o índice indique preços para 90% das famílias que estão em áreas urbanas. No caso do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), são observados os custos apenas de famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos.

Como o IPCA é calculado? 

O IPCA é calculado pelo IBGE desde os anos 1980 a partir de uma pesquisa feita todo o mês, em cerca de 30 mil locais como comércios e estabelecimentos de prestação de serviços. São coletados pelo instituto mais de 400 mil preços, em 13 áreas metropolitanas brasileiras. Cada uma delas conta com pesos diferentes para a formação do índice.

Confira quais são as cidades e regiões metropolitanas consideradas no IPCA e o percentual de cada área na composição do número final do índice:

  • Aracaju, em Sergipe (peso 1%);
  • Belém, no Pará (3,9%);
  • Belo Horizonte, em Minas Gerais (9,7%);
  • Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (1,6%);
  • Curitiba, no Paraná (8,1%);
  • Distrito Federal (4,06%);
  • Fortaleza, no Ceará (3,2%);
  • Goiânia, em Goiás (4,2%);
  • Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (8,6%);
  • Recife, em Pernambuco (3,9%);
  • Rio Branco, no Acre (0,5%;
  • Rio de Janeiro, no estado do Rio (9,4%);
  • Salvador, na Bahia (6%);
  • São Paulo, no estado de São Paulo (32,3%);
  • São Luís, no Maranhão (1,6%);
  • Vitória, no Espírito Santo (1,9%).

O IBGE realiza o levantamento dos preços por meio de técnicos especializados do instituto e, também, robôs virtuais para a análise de valores na internet. A pesquisa ocorre entre o dia 1 e o dia 30 de cada mês analisado.

Os valores, após coletados, são comparados com os preços do levantamento do mês anterior e a variação entre um valor e outro indica se houve aumento ou redução dos preços dos produtos e serviços adquiridos pelas famílias. O IBGE coleta os preços de cerca de 377 itens mensalmente.

Como o IPCA é dividido entre diferentes grupos? 

Para o cálculo do IPCA, são considerados os preços de centenas de itens, divididos pelo IBGE em diferentes grupos. Cada grupo tem um peso diferente no orçamento das famílias analisadas durante o levantamento do índice e a divisão estabelecida pelo instituto obedece à seguinte ordem:

  • Itens que fazem parte do grupo de transportes têm peso de 20,6% no cálculo do IPCA;
  • Alimentação e bebidas é um grupo com peso de 19,3% no IPCA;
  • Habitação corresponde a 15,6% do índice;
  • Saúde e cuidados pessoais ocupa 13,5% do IPCA;
  • Despesas pessoais respondem por 10,7%;
  • Educação tem 6,1% de peso no IPAC;
  • Comunicação tem 5,7%;
  • Vestuário tem peso 4,6%;
  • Artigos de residência possuem 3,8% de peso no IPCA.

De tempos em tempos, o IBGE revisa a lista de itens para incluir ou excluir determinados gastos. É o caso, por exemplo, de serviços como streaming, que passaram a ser considerados no cálculo do IPCA a partir de janeiro de 2020.

Por que o IPCA é importante?

O IPCA é importante para a economia brasileira em uma série de setores. No caso de órgãos governamentais, o índice é usado, por exemplo, como referência de inflação oficial, o que é considerado para a definição de metas de inflação realizada pelo Conselho Monetário Nacional. 

Além disso, o IPCA também está relacionado à taxa Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), definida pelo Banco Central e usada para acelerar a economia, desestimular o consumo quando necessário, controlar a inflação e regular as taxas utilizadas pelas empresas que atuam no mercado financeiro.

O IPCA é considerado no cálculo de rendimentos financeiros, como no caso de alguns títulos do Tesouro Direto, em papéis bancários fornecidos por instituições como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), e as debêntures, títulos que empresas emitem para arrecadar recursos. Esses investimentos visam dar retornos que consideram uma taxa de juros pré-estabelecida, somada à variação do IPCA.

O IPCA ajuda a população a verificar o aumento dos valores cobrados em produtos e serviços diversos e a perceber se o poder de compra aumentou ou diminuiu ao longo do tempo. Se, por exemplo, não houver aumento salarial acima da variação do IPCA, o poder de compra será menor (os preços terão valor mais alto, mas a capacidade de pagamento permanecerá igual).

Por fim, a partir do índice, órgãos públicos também podem realizar análises ou mesmo ter iniciativas que visem controlar a inflação ou baixar os preços, por exemplo.

Como acompanhar a variação do IPCA? 

A variação do IPCA pode ser acompanhada todo mês pelo site do IBGE, que faz o cálculo e a divulgação do índice, bem como em sites de notícias que repercutem a divulgação. O instituto também informa, todos os meses, o chamado IPCA acumulado de 12 meses, que é o quanto os preços variaram no período até a data de divulgação. 

O IPCA acumulado pode ser considerado em contratos de aluguel, para reajuste do valor pago por inquilinos, e também para aumento de salário. 

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Fonte: Redação Terra
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