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Núcleo da inflação no Japão se mantém perto da meta do BC

18 set 2026 - 07h16
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Resumo
O núcleo da inflação ao consumidor no Japão subiu 1,7% em agosto, mantendo-se perto da meta de 2% do banco central pelo oitavo mês seguido, enquanto o índice sem alimentos e combustíveis avançou 1,9%. Pouco após a divulgação dos dados, o Banco do Japão elevou a taxa de juros para 1,25%, o maior nível em 31 anos. A decisão responde às crescentes pressões de preços, impulsionadas pela desvalorização do iene e pela alta dos combustíveis decorrente de conflitos no Oriente Médio.

O núcleo da inflação ao consumidor do Japão se manteve perto da meta de 2% do banco central em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, destacando as crescentes ⁠pressões sobre os preços.

Os dados foram divulgados ‌poucas horas antes de o Banco do Japão encerrar sua reunião de política monetária, ‌anunciando aumento da taxa ‌de juros para 1,25%, o maior nível ⁠em 31 anos.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui os preços voláteis de alimentos frescos mas inclui os custos com combustíveis, subiu 1,7% em agosto na ‌comparação anual, segundo os dados, em comparação com ‌expectativa de alta ⁠de ⁠1,8%. Em julho o avanço foi de 1,8%.

Um índice que ⁠elimina os ‌efeitos tanto dos alimentos ‌frescos quanto dos combustíveis, e que é acompanhado de perto pelo Banco do Japão como um indicador mais preciso das ⁠pressões de preços impulsionadas pela demanda, subiu 1,9% em agosto na base anual.

O núcleo da inflação permanece abaixo da meta de 2% do Banco do ‌Japão por oito meses consecutivos, já que os subsídios governamentais destinados a conter as contas ⁠de serviços públicos compensaram os aumentos de preços de uma ampla gama de bens.

No entanto, o aumento dos custos dos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio e os preços mais altos das importações, decorrentes da desvalorização do iene, aumentaram a pressão sobre os preços na economia, levando o banco central a emitir alertas sobre o risco de a inflação ultrapassar a meta.

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