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Mester, do Fed, prevê cortes de juros este ano, mas quer mais dados antes de agir

2 abr 2024 - 13h45
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A presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, disse nesta terça-feira que continua a acreditar que o banco central dos Estados Unidos está no caminho certo para reduzir os juros este ano, mas ainda precisa ver os dados confirmarem que tal movimento é possível.

"Se a economia evoluir conforme o esperado, então, em minha opinião, será apropriado que o (Comitê Federal de Mercado Aberto) comece a reduzir a taxa de juros ainda este ano, conforme a inflação continuar em sua trajetória descendente rumo a 2% e o mercado de trabalho e o crescimento econômico permanecerem sólidos", disse Mester no texto de um discurso preparado para um encontro realizado pela National Association for Business Economics, pela Cleveland Association for Business Economics e pela Team NEO.

Quanto ao ritmo dessa ação, "se a economia evoluir como espero, prevejo que poderemos reduzir os juros gradualmente", disse ela.

Mester alertou que, para abrir caminho para um afrouxamento da política monetária, ela precisa que os próximos dados de inflação atendam à sua previsão de novas quedas. Como isso pode levar algum tempo, "não espero ter informações suficientes até a próxima reunião do Fomc para tomar essa decisão".

A próxima reunião do Fed será em 30 de abril e 1º de maio. Na última reunião do Fomc, em março, as autoridades mantiveram a taxa de juros entre 5,25% e 5,5% e continuaram a prever três cortes este ano. A força dos dados de inflação no início do ano colocou em dúvida quando o Fed dará início aos cortes e até onde poderá ir.

Mester, que se aposentará em junho, é atualmente membro votante do Fomc.

Em seu discurso, Mester disse que a política monetária está em uma boa posição no momento porque uma economia forte dá ao banco central espaço para analisar os dados antes de fazer uma alteração nos juros. Ela espera que a inflação continue caindo, embora em um ritmo mais lento do que no ano passado. Ela também advertiu contra cortes prematuros.

"Reduzir os juros muito cedo ou muito rapidamente sem evidências suficientes para nos dar confiança de que a inflação está em uma trajetória sustentável e oportuna de volta a 2% arriscaria desfazer o progresso que fizemos em relação à inflação", disse Mester, acrescentando que "neste momento, acho que o maior risco seria começar a reduzir muito cedo".

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