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Mais importante do que a NVidia são as NVidias de amanhã

Em seu último balanço, a Nvidia informou um lucro de R$ 12,2 bilhões

3 mar 2024 - 06h00
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Segundo Jensen Huang, daqui a pouco os programadores não serão mais necessários
Segundo Jensen Huang, daqui a pouco os programadores não serão mais necessários
Foto: LinkedIn / Reprodução

Vinte anos atrás, só quem era ligado no mundo dos games (como eu era!) conhecia o nome NVidia. A Nvidia Taiwan era uma pequena empresa que fazia ótimos chips gráficos, que ajudavam jogos pesados, com visual sofisticado, a rodar melhor.

Hoje ela está aí, uma das “Magnificent Seven”, as sete empresas mais poderosas do mundo da tecnologia. 

Em seu último balanço, a Nvidia informou um lucro de R$ 12,2 bilhões. O volume é oito vezes maior em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números ajudaram a empresa a alcançar o valor de mercado de US$ 2 trilhões, na última sexta-feira. Quem investiu nas ações da NVidia poucos meses atrás, dobrou seu dinheiro.

Foto: Reprodução

Das “sete magníficas”, é a que dá mais assunto no momento. Porque não era tão conhecida assim até a pouco. Porque seu carismático CEO e co-fundador, Jensen Huang, andou dizendo que daqui a pouco os programadores não serão mais necessários, porque seu objetivo é que todo mundo possa programar só ditando às IAs o que fazer (só não deu prazo para isso acontecer).

E porque a NVidia não faz produtos para o consumidor, mas para outras empresas. Das sete, é a única que se dedica integralmente a hardware, e mais que isso, aos “encanamentos” da internet. E, claro, da Inteligência Artificial Generativa.

Suas fatias de mercado em desktops e notebooks de ponta são enormes. Alguns dos seus produtos dão trabalho especial pra concorrência, como o NVidia A100, que acelera processamento e análise de dados, computação científica e machine learning.

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A NVidia é muito importante. E segue reinvestindo forte em pesquisa e desenvolvimento. Tanto que apesar do bom resultado no balanço, a empresa vai distribuir um dividendo de só uns centavinhos de dólar aos investidores.

Esse sucesso da NVidia reforça a distância entre a bolsa americana e as bolsas do resto do planeta – causada principalmente pela explosão da IA. É isso que está puxando os índices Nasdaq e S&P 500.  E as “Sete Magníficas”, que vinte anos atrás não existiam ou pouco importavam, estão à frente deste movimento.

Há quem discuta se a Inteligência Artificial é “inteligência” mesmo, quantos empregos vai gerar ou tornar supérfluos, se e como deve ser regulada, ou se ela tentará aniquilar a humanidade, à la “Exterminador do Futuro” ou “Matrix”. Todos, debates estimulantes.

Mas três fatos se impõem. E fundamentam nosso trabalho e nossa visão aqui na Woopi Stefanini. Um fato inegável é que mais e mais empresas despertaram não para o potencial, mas para a oportunidade imediata de utilizar IA nas suas atividades. Outro fato inegável é que mais e mais pessoas estão usando IA no seu dia a dia, pra trabalhar, se divertir, criar. E o terceiro fato inegável é que o uso de IA por empresas e pessoas não vai diminuir, só aumentar nos próximos anos.

Por isso é que, como aconteceu com a pequena NVidia, empresas que em 2024 são conhecidas só por uma meia dúzia de gatos pingados se tornarão no futuro “magníficas”. Talvez nem leve vinte anos, mas dez ou cinco. Que está tudo muito acelerado, você vai concordar comigo...

E detalhe importante: muitas dessas empresas que hoje são de nicho se tornarão gigantes não porque “são de IA”, mas porque aplicaram a IA a seus negócios. O jogo está só começando. Façam suas apostas!

(*) Alex Winetzki é CEO da Woopi e diretor de P&D do Grupo Stefanini, de soluções digitais.

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