Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Lula diz que governo 'deixou de investir' R$ 47 bi no País para evitar aumento dos combustíveis

Presidente afirmou que subsídios foram necessários devido aos prejuízos causados pela guerra entre EUA e Irã; ele também culpou as bets pelo endividamento de parte da sociedade

16 set 2026 - 12h13
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O presidente Lula afirmou que o governo deixou de investir R$ 47 bilhões no país para subsidiar combustíveis e frear aumentos causados por conflitos externos. Em entrevista, ele também culpou as plataformas de apostas pelo endividamento da população e defendeu seu fim. Além disso, Lula destacou como prioridades o processamento interno de terras raras e a exploração de petróleo na Margem Equatorial para destinar recursos a áreas essenciais como saúde, tecnologia e educação.

BRASÍLIA E SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira, 16, que o governo já gastou R$ 47 bilhões com as subvenções para conter o aumento no preço da gasolina e do óleo diesel no País. Esses subsídios foram anunciados após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã.

"O (Donald) Trump invadiu o Irã, trazendo prejuízo para nós. Isso aumenta gasolina, petróleo, arroz, pão, fertilizante, agricultura. Não tem necessidade das guerras. Mesmo assim, já colocamos R$ 47 bilhões para pagar, para que não aumentem a gasolina e o óleo diesel para o povo. Talvez seja o único país do mundo que tenha feito isso", afirmou, em participação no podcast Desce a Letra.

Lula disse que "são R$ 47 bilhões que estamos deixando de investir neste País para evitar que o preço da gasolina chegue no prato do povo brasileiro".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Presidente culpa bets por endividamento

Lula atribuiu o endividamento de parte da sociedade às bets e aos jogos. Ele reiterou que sua disposição pessoal é acabar com as plataformas, embora precise considerar a opinião da população.

O presidente disse que o governo discute medidas sobre o tema e que já realizou três reuniões internas, além de um encontro com representantes da sociedade. Apesar de manifestar sua posição pelo encerramento da atividade, Lula não detalhou uma proposta nem anunciou uma medida para acabar com as plataformas.

O tema também está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 6 de agosto, um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento sobre a validade da proibição à exploração de jogos de azar prevista na Lei das Contravenções Penais. Os ministros decidiram aguardar a devolução do processo para concluir a análise em conjunto com duas ações que questionam a Lei das Bets.

A discussão tem impacto sobre a política de regulação do setor conduzida pelo governo. Em julho, o presidente do STF, Edson Fachin, recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tratar do combate às plataformas ilegais, do aperfeiçoamento das regras e dos processos em análise na Corte.

Exploração das terras raras

O presidente defendeu que o Brasil processe suas terras raras e fabrique produtos industrializados no território nacional. O petista também associou a perspectiva de exploração de petróleo na Margem Equatorial a investimentos em educação, tecnologia e saúde.

"A gente não vai permitir que os caras venham aqui comprar e levar a nossa terra rara para vender depois o produto acabado para nós", afirmou. "Nós queremos extrair aqui, transformar aqui, fazer o produto industrializado aqui e vender."

Lula apresentou a exploração de terras raras e minerais críticos como prioridade para um eventual quarto mandato. Defendeu também o investimento em educação para ampliar a capacidade do País de exportar conhecimento, além de matérias-primas.

Sobre a Margem Equatorial, ele afirmou que o Brasil descobriu petróleo na região, mas, na sequência, condicionou a destinação de receitas à existência do recurso.

"É muito petróleo, eu acho. Estou com muita fé. Se tiver esse petróleo, nós vamos fazer do dinheiro desse petróleo muita coisa na educação, muita coisa na tecnologia e muita coisa na saúde", declarou.

Ao comparar suas propostas às dos adversários, Lula afirmou ser o único candidato capaz de promover a ascensão da população mais pobre. "A única pessoa capaz de fazer com que o pobre suba o segundo degrau e o terceiro degrau na escala educacional, na escala social, na escala da saúde sou eu", disse. "Porque eu vim de lá e eu sei como é que é lá."

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra