Lucro da Klabin cai 18% no 3º tri
A Klabin registrou lucro líquido de R$ 393 milhões no terceiro trimestre, queda anual de 18%, e Ebitda ajustado de R$ 1,86 bilhão (-12%), impactada pela alta nos custos de fretes e insumos, pelo El Niño e pelo câmbio. Apesar disso, a receita líquida subiu 3%, atingindo R$ 5,57 bilhões com preços favoráveis na celulose e vendas estáveis. O custo caixa total avançou 12%, para R$ 3.483 por tonelada, enquanto a dívida bruta caiu para R$ 33,5 bilhões, reduzindo a alavancagem financeira para 3,3 vezes.
A fabricante de papel para embalagem e celulose Klabin teve lucro líquido de R$393 milhões no terceiro trimestre, queda de 18% em relação ao mesmo período de 2025, segundo resultado divulgado nesta quarta-feira.
A companhia teve resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$1,86 bilhão, recuo de 12% ano a ano, mas em linha com a estimativa dos analistas, segundo dados da LSEG. A margem Ebitda ajustada caiu para 33%, de 39% um ano antes.
A empresa destacou que o desempenho foi afetado pelo aumento de custos ligados às medidas de mitigação do El Niño, pela valorização do real frente ao dólar e por maiores gastos com insumos e fretes.
A receita líquida somou R$5,57 bilhões, crescimento de 3% na mesma comparação e também em linha com as expectativas dos analistas de R$5,47 bilhões, enquanto o volume de vendas permaneceu estável.
De acordo com a Klabin, o crescimento de receita reflete principalmente a captura de preços em celulose, efeitos do mix de vendas de papéis e a alocação estratégica de volumes entre os diferentes segmentos e regiões.
Um dos principais indicadores acompanhados pelo mercado, o de custo caixa total, foi equivalente a R$3.483 por tonelada, alta de 12% ante os três meses encerrados em setembro de 2025. No segundo trimestre de 2026, o custo caixa total havia sido de R$3.204 por tonelada.
A Klabin terminou setembro com alavancagem financeira de 3,3 vezes, considerando a métrica dívida líquida sobre Ebitda em dólares, ante 3,6 vezes no mesmo período do ano passado.
O endividamento bruto do grupo em 30 de setembro era de R$33,5 bilhões, redução de R$688 milhões em relação ao segundo trimestre.
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