Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

IPCA-15 desacelera mais do que o esperado em outubro

23 out 2026 - 09h14
(atualizado às 10h32)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O IPCA-15 desacelerou para 0,32% em outubro, acumulando 4,62% em 12 meses, resultado abaixo das expectativas do mercado, mas ainda acima do teto da meta de 4,5%. A moderação foi impulsionada pela queda nos preços de passagens aéreas (-9,24%) e da energia elétrica (-0,89%) com a bandeira verde. O alívio compensou a pressão de alimentos (0,88%) e combustíveis (1,20%). O cenário mantém a inflação de serviços resistente antes da reunião do Banco Central para deliberar sobre o corte da taxa Selic.

O IPCA-15 desacelerou mais do que o esperado em ‌outubro, com a deflação dos preços de energia e de passagens aéreas ajudando a compensar uma alta maior dos preços de alimentos e de combustíveis, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira, antevéspera do segundo turno eleitoral no país.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve alta de 0,32% em outubro sobre ⁠o mês anterior, após aumento de 0,70% em setembro, acumulando alta de 4,62% em 12 ‌meses, acima do teto de 4,5% da meta de inflação do Banco Central.

Economistas esperavam avanço de 0,43% na comparação mensal e alta de 4,73% em 12 meses, segundo ‌pesquisa da Reuters.

O índice, que mede os preços de ‌meados de um mês até meados do mês seguinte e compara com o ⁠período anterior, é visto como uma prévia do IPCA, usado como parâmetro para a meta inflacionária do Banco Central.

O grupo alimentação e bebidas sofreu a maior alta de preços em outubro e o maior impacto no índice, avançando 0,88%, após aumento de 0,40% em setembro. O destaque foi a alimentação no domicílio, cujos preços saltaram 1,01% em outubro, ‌ante 0,38% no mês anterior.

Já os preços do grupo habitação recuaram 0,10%, após salto de ‌2,07% em setembro. A principal ⁠contribuição negativa veio da inflação ⁠da energia elétrica residencial, que passou de 7,42% para -0,89%. O movimento foi impactado pela passagem da bandeira ⁠tarifária de amarela -- que impõe cobrança adicional ‌aos consumidores de R$1,885 a cada ‌100 Kwh consumidos -- para verde, sem cobrança adicional.

Também refletiu o fim do efeito nas contas do bônus de Itaipu, valor distribuído a milhões de consumidores residenciais e rurais todo ano após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da ⁠energia da usina hidrelétrica binacional no ano anterior. Esse pagamento se deu em agosto, contribuindo para uma deflação dos preços de energia no mês e uma alta subsequente em setembro.

Já os combustíveis sofreram alta de 1,20% em outubro, acelerando frente a setembro, quando avançaram 0,22%, em meio ao aumento dos ‌preços do petróleo no mercado internacional diante da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

"A principal surpresa veio das passagens aéreas, que caíram 9,24% e ajudaram a conter ⁠uma alta mais forte da inflação", disse a economista Claudia Moreno, do C6 Bank. Ela ressaltou que, ainda assim, a inflação de serviços segue mostrando resistência, com alta de 5,5% em 12 meses quando excluídos os itens mais voláteis, como passagens aéreas. "Isso reforça a leitura de que trazer a inflação de volta para a meta não será uma tarefa simples."

O Banco Central se reunirá para deliberar sobre os juros em 3 e 4 de novembro, e a expectativa predominante no mercado é de que a instituição promova o sexto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica Selic, atualmente em 13,75%.

Essa será a primeira decisão de política monetária após a eleição presidencial do próximo domingo, disputada em segundo turno pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra