IPCA-15 de outubro sobe 0,32%, abaixo do esperado
O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, desacelerando ante os 0,70% de setembro e vindo abaixo do esperado pelo mercado. O alívio mensal foi impulsionado pelas quedas na energia elétrica (-0,89%) e passagens aéreas (-9,24%), que compensaram as fortes altas em combustíveis e no grupo de alimentos (0,88%), puxado por itens como tomate e cebola. Apesar da desaceleração mensal, o índice acumulado em 12 meses atingiu 4,62%, ultrapassando o teto da meta inflacionária de 4,5%. No ano, a alta chega a 4,15%.
A prévia da inflação oficial surpreendeu para baixo em outubro. O IPCA-15 registrou alta de 0,32% no mês, enquanto as estimativas do mercado apontavam para algo em torno de 0,44%. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um mês antes, a taxa havia chegado a 0,70%.
O alívio mensal, no entanto, não impediu nova aceleração do IPCA-15 no acumulado de 12 meses. Nesse recorte, o índice saiu de 4,47% para 4,62% e passou a ficar acima de 4,5%, limite superior da meta de inflação.
No ano, a alta chega a 4,15%. Em outubro de 2025, a prévia havia marcado 0,18%.
Energia e passagens aéreas explicam o resultado abaixo do esperado
Dois itens ajudaram a conter a taxa do mês. A energia elétrica ficou 0,89% mais barata, em razão da troca de bandeira tarifária. Em setembro, a conta de luz tinha subido 7,42%. Habitação, grupo que inclui a energia elétrica residencial, foi o único entre os nove pesquisados pelo IBGE a terminar outubro no campo negativo, com recuo de 0,10%.
O outro alívio veio das passagens aéreas, com queda de 9,24%. Economistas enxergam o movimento como uma reversão da alta de 9,82% registrada pelo item em setembro.
Ainda dentro de Transportes, que subiu só 0,05%, os combustíveis caminharam na direção contrária e aceleraram de 0,22% para 1,20%. O óleo diesel avançou 3,70%, o etanol, 2,73%, e a gasolina, 0,92%.
Tomate e cebola disparam, e alimentos lideram as altas
Na mesa do consumidor, o cenário foi outro. Alimentação e Bebidas teve a maior variação entre os grupos, de 0,88%, contra 0,40% em setembro.
Os produtos comprados para consumo em casa subiram, em média, 1,01%, ante 0,38% no mês anterior. O tomate encareceu 24,54%, seguido pela cebola (13,63%), pela batata-inglesa (10,96%) e pelo arroz (5,80%).
Quem comeu na rua também gastou mais. A alimentação fora de casa avançou 0,56%, frente a 0,44% em setembro, com a refeição subindo 0,61% e o lanche, 0,66%. Com 0,55%, Despesas Pessoais ocupou a segunda posição, apesar de ter perdido força em relação aos 0,96% de setembro. O subitem cinema, teatro e concertos subiu 4,30%, os pacotes turísticos encareceram 2,18% e o serviço de empregado doméstico, 0,62%.
Vestuário completou o grupo das três maiores altas do IPCA-15 de outubro, com 0,53%, ritmo superior aos 0,41% do mês anterior. Também subiram Comunicação (0,43%), Artigos de Residência (0,28%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,15%) e Educação (0,09%).
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