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Investimento no setor imobiliário já é visível em São Paulo 

Obras de Retrofit trazem nova vida para prédios antigos no centro com investimento privado

5 out 2022 - 06h00
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Foto: Reprodução

Na cidade de São Paulo, quem procura imóvel para alugar encontra cada vez mais uma empresa de investimentos como locador, em vez de um proprietário. Isso é o resultado da união entre os setores financeiro e imobiliário, que está cada vez mais consolidada. 

Entre maio de 2021 e maio de 2022, por exemplo, os fundos imobiliários (FIIs) tiveram aumento de mais de 2,2 milhões de contas. No centro, já se observa a materialização dos investimentos no setor em prédios reformados. 

O mais novo exemplo desse movimento é o Edifício RBS 700, prédio da década de 1950 que fica na região central e estava abandonado. Ele passou por um retrofit (técnica de revitalização) com aporte da plataforma de investimentos Jive. 

Reestruturado, o imóvel que era corporativo agora terá 60 apartamentos para aluguel de curto prazo (até 30 dias) e longo prazo (a partir de um ano).  

João Oliveira, sócio da Jive
João Oliveira, sócio da Jive
Foto: Divulgação

João Oliveira, sócio da Jive conta que além do imóvel a Jive terá mais dois empreendimentos na região central, um está em fase de obras e outro em fase de aprovação, sendo que ambos devem ficar prontos até o final de 2023. 

É uma região onde as pessoas querem morar mas não tem opções de imóveis novos, por ser uma região mais antiga”, disse o executivo. 

Nos últimos anos, gestoras como Ilion Partners também investem em projetos de Retrofit, que se multiplicam no centro. 

No caso da Jive, a empresa resolveu participar do negócio até a ponta: a administração dos prédios será feita pela startup anyLife, que foi investida pela Jive.  

Momento de transição

Com os novos imóveis, a Jive pretende entrar na concorrência pelo público de FIIs: “Hoje a gente está em uma transição abrindo o leque para mais investidores. Os nossos investidores são profissionais que entram em um FIM (fundo multimercado) e a gente cria um fundo imobiliário embaixo, que não é listado para o público de varejo. A gente hoje tem 9 prédios (no Brasil) nesse sentido. A nossa ideia, assim que terminar os retrofits e estabilizar a locação, é ou vender para um fundo imobiliário listado ou fazer um fundo imobiliário e fazer uma captação com os investidores”, contou Oliveira. 

Essa mudança deve acontecer entre o final de 2023 e 2024: “O mercado [para FIIs] vem surpreendendo. Nos Estados Unidos esse é um mercado muito sofisticado e evoluído. Aqui ele vem evoluindo e as pessoas e os gestores estão entendendo como trabalhar com ele. Para a gente com certeza é interessante estar nesse mercado, com um produto com retorno adequado para ele”, afirmou Oliveira. 

Para lidar com um público do varejo, que tem outras dinâmicas de apresentação de resultados e ajuste de riscos, entra outra empresa investida.

“A gente fez um movimento recente, com a aquisição da gestora Mauá, que já tem fundos listados [CRI] e já tem mais de 50 mil cotistas. Então em vez de fazer do zero aqui, a gente fez a aquisição dessa gestora que já traz um background pra isso e a gente entra vai entrar com o que a gente já sabe também e vai estar pronto muito mais rápido”, finalizou Oliveira. 

Redação Dinheiro em Dia
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