Economia - Invertia

Guia do 13º Salário

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Casado com filhos

Os empregados que são casados e têm filhos devem pensar especialmente nas contas do início do ano. Parte do 13º deve ser reservada para as despesas extras. “Em janeiro vêm as contas, matrícula escolar, material, uniforme, esportes, etc. Isso deve ser levado em conta”, sugere Walter Franco.

“O casal deve fazer um planejamento com as contas que chegarão para não ser surpreendido”, completa Douglas Renato Pinheiro.

Casado sem filhos

Quem é casado, mas ainda não tem filhos, deve concentrar o planejamento com o 13º em projetos de longo prazo, visando a compra de um imóvel ou automóvel. “O ideal é fazer um investimento para tentar comprar um carro ou uma casa, juntar um montante com esse objetivo”, diz Pinheiro. “A vantagem é que podem ser dois 13ºs economizados”, completa.

Para Walter Franco, o 13º pode ser o primeiro passo para as aquisições. “Eu recomendo investimento de longo prazo, como o CDB. O mercado de ações não é muito interessante, porque envolve muitos riscos”, compara, recomendando investimentos de um terço do 13º em renda fixa.

Solteiro

Aqueles que moram sozinhos têm a possibilidade de arriscar mais com o 13º. “Além de investir um terço em renda fixa, os solteiros podem até destinar parte de outro um terço no mercado de ações”, diz Walter Franco. “Mas o dinheiro deve ser destinado a um fundo de ações administrado por uma instituição financeira. Os fundos estão mais preparados para volatilidade e são mais bem administrados.”

Douglas Renato Pinheiro acredita que mesmo os solteiros não devem esquecer os planos de compra de casa própria ou de um carro. “A idéia é investir parte do 13º, se possível, com esse objetivo também.”

Solteiro que mora com os pais

Para aqueles que ainda moram os pais, a situação é “bem melhor”. “Essas pessoas não têm tanta despesa, e a dica é investir o máximo possível. Se for tudo, ótimo”, diz Pinheiro.

Walter Franco recomenda cautela, até porque o empregado poderá, em longo ou curto prazo, decidir deixar a casa dos familiares.

“Quem mora com os pais deve ter uma visão de longo prazo também. O dinheiro não aceita desaforo. Os percentuais de investimento são os mesmos para os demais casos, mas, para quem mora com os pais, a possibilidade de destinar mais recursos é maior”, conclui.