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Ibovespa tem avanço discreto assegurado por Petrobras, mas atenuado por Vale

26 fev 2024 - 18h10
(atualizado às 18h34)
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O Ibovespa fechou com uma alta discreta nesta segunda-feira, em sessão de agenda relativamente fraca, com performance apoiada particularmente no avanço das ações da Petrobras e de empresas de proteínas como BRF e JBS, mas enfraquecida pelo declínio dos papéis da Vale.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,15%, a 129.609,05 pontos. Na máxima do dia, chegou a 129.977,73 pontos. Na mínima, a 129.076,84 pontos. O volume financeiro somou 17,36 bilhões de reais.

No exterior, a semana também começou com oscilações modestas em Wall Street, onde o S&P 500 fechou com variação negativa de 0,39%, enquanto o Dow Jones cedeu 0,16% e o Nasdaq perdeu 0,13%, tendo no radar dados dos EUA de atividade, com uma segunda leitura do PIB do segundo trimestre, e de inflação, com o índice PCE, nos próximos dias.

O calendário no Brasil também terá números sobre o comportamento dos preços, com o IPCA-15 na terça-feira, e de atividade, com o PIB na sexta-feira, que devem ser monitorados, assim como resultados corporativos de empresas como BRF, Ultrapar, Suzano, Ambev, entre outras.

De acordo com análise técnica da equipe da BB Investimentos, o Ibovespa teve uma semana positiva, testando a próxima resistência, na faixa dos 130.400 pontos, mas se manteve dentro da congestão que tem essa faixa como teto e o suporte dos 126.300 como piso.

"A cautela encontra respaldo também no cenário externo, já que, apesar de uma primeira rodada de balanços corporativos com números positivos, ainda restam dúvidas sobre o rumo da política monetária do Federal Reserve, além de atenção em relação ao ritmo de crescimento da economia chinesa", afirmou.

No mercado doméstico, a equipe da BB Investimentos destacou que as projeções de inflação vêm cedendo gradualmente, o que pode favorecer o investimento em renda variável, já que a materialização de um cenário mais otimista de inflação abriria espaço para maior ritmo de corte das taxas de juros.

"Entendemos tal sequência de eventos como o principal gatilho para a busca da resistência mais relevante, dos 134.200 pontos, topo histórico do índice", afirmou em nota a clientes.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN valorizou-se 1,89%, a 42,69 reais, após duas quedas seguidas, endossada pela melhora do petróleo no exterior ao longo do pregão. O barril de Brent fechou com elevação de 1,11%. PETROBRAS ON terminou com um ganho de 1,05%, a 44,08 reais.

- VALE ON caiu 2,42%, a 65,75 reais, pressionada pelo declínio dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com perda de 3,21%. Investidores também seguem atentos a ruídos envolvendo o comando da mineradora. No final da tarde, a Vale informou que reverteu a suspensão das minas de Sossego e de Onça Puma, ambas no Pará.

- JBS ON subiu 4,19%, a 22,14 reais, tendo de pano de fundo resultado da processadora de aves Pilgrim's Pride, controlada pela brasileira, que superou estimativas de vendas e lucros do quarto trimestre, ajudada pela demanda resiliente por alimentos prontos para consumo e melhora da cadeia de suprimentos, juntamente com a redução dos custos de insumos. No setor, MINERVA ON fechou em alta de 2%.

- BRF ON avançou 3,78%, a 14,01 reais, tendo no radar resultado do quarto trimestre após o fechamento do mercado. A Genial Investimentos afirmou que espera ver uma recuperação sequencial de margens, em virtude de preços melhores de in natura, devido a normalização do cenário de sobreoferta global do frango, e de custos menores. MARFRIG ON, principal acionista da BRF, encerrou com acréscimo de 3,87%.

- BRASKEM PNA ganhou 3,32%, a 20,88 reais, em meio a expectativas relacionadas à venda da participação da Novonor, ex-Odrebecht, na companhia. Também no radar estão desdobramentos relacionados à CPI da Braskem. De acordo com a Agência Senado, o senador Rogério de Carvalho (PT-SE), relator da CPI, deverá apresentar seu plano de trabalho nesta terça-feira.

- GPA ON perdeu 7,41%, a 3,50 reais, engatando a terceira queda seguida e fechando em uma mínima desde o começo de dezembro, o que ampliou para 18% a perda dos papéis da companhia desde a divulgação do resultado do quarto trimestre do ano passado.

- CIELO ON subiu 1,50%, a 5,43 reais, após a suspensão do processo para realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações da companhia pelos controladores. A decisão foi tomada depois que acionistas minoritários pediram assembleia especial para decidir sobre um novo laudo de avaliação dos papéis da empresa de meios de pagamentos.

- ITAÚ UNIBANCO PN fechou com variação positiva de 0,29%, a 34,36 reais, enquanto BRADESCO PN fechou com um decréscimo de 0,14%, a 13,80 reais.

- AMERICANAS ON, que não faz parte do Ibovespa, caiu 3,85%, a 0,50 real, após divulgar seus resultados para os primeiros nove meses de 2023 depois de vários atrasos, classificando o ano como "o mais desafiador" de sua história. A companhia também divulgou que o Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro homologou nesta segunda-feira o plano de recuperação judicial (PRJ) do grupo.

- LIGHT ON, que também não faz parte do Ibovespa, recuou 4,35%, a 5,06 reais, tendo no radar que o conselho de administração aprovou uma atualização do plano de recuperação judicial da companhia, com termos e condições que buscam um maior alinhamento com os interesses de credores e outros "stakeholders".

- M. DIAS BRANCO ON, também de fora do Ibovespa, avançou 2,12%, a 40,98 reais, em meio à repercussão do lucro líquido de 341,9 milhões de reais no quarto trimestre de 2023, um salto de 22 vezes na comparação com o mesmo período do ano anterior, em meio a um aumento nos volumes vendidos

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