Script = https://s1.trrsf.com/update-1785845726/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Ibovespa fecha em queda com Itaú e Petrobras após superar 180 mil pontos

4 ago 2026 - 17h12
(atualizado às 17h37)
Compartilhar
Exibir comentários

O Ibovespa fechou praticamente estável nesta terça-feira, após superar os 180 mil pontos, pressionado principalmente por Itaú ‌Unibanco, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre, e Petrobras, com novo declínio do preço do petróleo no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,06%, a 177.894,97 pontos, após chegar a 180.679,47 na máxima e marcar 177.580,77 na mínima do dia.    

No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent encerrou em baixa de 5,3%, a US$79,36, após comentários de autoridades do Catar e dos Estados Unidos aumentarem as esperanças de uma resolução diplomática para a guerra com o Irã.

O secretário de Estado dos EUA afirmou que houve avanços nas negociações com Irã e Omã para permitir a passagem de mais navios pelo Estreito de Ormuz, enquanto secretário do Tesouro disse que um acordo pode ser alcançado até terça ⁠ou quarta-feira.

O Catar também declarou que os esforços continuam com todas as partes para solução diplomática de conflito.

Ainda na cena global, o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz chamou a atenção ‌para declaração da presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Anna Paulson, de que mantém a "mente aberta" quanto ao futuro da política monetária nos EUA.

"A recente melhora em alguns dados de inflação é bem-vinda" e "é um passo na direção certa, mas é apenas um passo", afirmou Paulson em comunicado de seu banco.

No Brasil, o IBGE reportou queda de 1,8% na produção industrial ‌em junho ante maio e alta de 1,7% ano a ano, enquanto projeções de economistas compiladas pela Reuters apontavam ‌retração de 0,8% no mês e avanço de 3,0% na base anual.

Investidores também estão na expectativa da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a Selic ⁠no final da quarta-feira, com previsão majoritária de corte de 0,25 ponto percentual, para 14%.

Entre as empresas, a temporada de balanços ocupou as atenções, com os resultados de companhias como BB Seguridade, Marcopolo e ISA Energia, além de outros papéis que não estão no Ibovespa, como Bradsaúde e Pague Menos.

A agenda do dia ainda reserva os números de C&A, Gerdau, Iguatemi, Itaú Unibanco, Prio e RD Saúde, entre outros. 

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue sem direção definida e encontrará sua primeira resistência nos 179.500 pontos. Em caso de queda, afirmaram, o índice encontrará suportes em 172.200 e 167.600 pontos

"Seguiremos para os próximos dias com um Ibovespa estável e à espera do próximo grande movimento de 2026", afirmaram no relatório Diário do ‌Grafista. 

DESTAQUES

• VALE ON avançou 2,24%, acompanhando o movimento de mineradoras no exterior, apesar de nova queda dos futuros do minério de ferro na China. O presidente da companhia, Gustavo Pimenta, também afirmou nesta terça-feira ‌que a Vale desacelerou seus projetos para o desenvolvimento de ⁠complexos industriais ("mega hubs") no Oriente Médio com parceiros diante ⁠da guerra no Irã. No setor, CSN ON subiu 6,21%, após cinco quedas seguidas, período em que acumulou uma perda de 21%. Investidores seguem acompanhando as negociações envolvendo a unidade de cimentos do grupo. ⁠Fontes afirmaram à Reuters que a CSN está realizando uma segunda rodada de propostas, visando fechar um negócio até ‌o fim do ano.

• PETROBRAS PN cedeu 1,28%, em novo ‌dia negativo no setor diante do declínio dos preços do petróleo no exterior. A diretora de engenharia, tecnologia e inovação da estatal, Renata Baruzzi, disse nesta terça-feira que a sonda da Petrobras em atividade exploratória na área de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, ainda não atingiu o reservatório, o que deve acontecer neste mês. No setor, BRAVA ON perdeu 4,58% tendo no radar também o leilão da oferta pública (OPA) a ser realizada pela colombiana Ecopetrol para aquisição do controle da petrolífera na quarta-feira. PRIO ON, ⁠que reporta balanço ainda nesta terça-feira, cedeu 0,09%.

• ITAÚ UNIBANCO PN fechou em baixa de 2,48%, acentuando as perdas à tarde, tendo no radar resultado do segundo trimestre após o fechamento do mercado. Previsões de analistas compiladas pela Reuters apontam lucro líquido R$12,5 bilhões para o período de abril a junho. No setor, BRADESCO PN, que divulga seus números no final da quarta-feira, fechou em queda de 1,7%, BANCO DO BRASIL ON caiu 1,32% e SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,59%.

• BB SEGURIDADE ON valorizou-se 1,72%, após balanço do segundo trimestre divulgado na noite da véspera, com lucro líquido ajustado de R$2,15 bilhões, queda de 3,9% em relação ao mesmo período de ‌2025. O braço de seguros e previdência do Banco do Brasil está trabalhando com avaliação de que o fenômeno climático El Niño deve gerar efeitos pouco relevantes para seus resultados neste ano, embora veja riscos para o próximo ano, a depender de como chuvas impactarem o setor agrícola no centro-sul do país.

• MARCOPOLO PN caiu 10,43% na esteira da repercussão ⁠do resultado do segundo trimestre apresentado na segunda-feira, após o fechamento do mercado, que mostrou lucro líquido de R$271 milhões, uma queda de 15,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com piora em margens. O Ebitda encolheu 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$339 milhões, com a margem nessa linha caindo de 17,3% para 14,3%. Analistas do Citi avaliaram que a companhia reportou um segundo trimestre fraco, principalmente devido a um mix de entregas menos favorável no Brasil.

• ISA ENERGIA PN recuou 0,86%, um dia após reportar lucro líquido de R$174 milhões no segundo trimestre, 32% abaixo do apurado um ano antes. À Reuters, a diretora financeira da ISA Energia, Silvia Wada, afirmou que a companhia decidiu não participar do leilão de transmissão programado para o segundo semestre deste ano, mas que continua a avaliar o certame voltado à contratação de baterias.

• BRADSAÚDE ON, que não está no Ibovespa, perdeu 11,56%, após a companhia de planos de saúde e rede de hospitais do grupo Bradesco reportar uma alta de quase 25% no lucro líquido do segundo trimestre, para R$1,11 bilhão, mas piora na sinistralidade. Os papéis também vinham de uma série de quatro altas, período em que acumularam uma valorização de 7,7%.

• PAGUE MENOS ON, que não está no Ibovespa, fechou em alta de 8,92%, após o grupo de varejo farmacêutico reportar na véspera lucro líquido ajustado de R$73,6 milhões no segundo trimestre, alta de 22,2% ante o mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado cresceu 15,4%, para R$281,7 milhões, com a margem nessa linha passando de 6,1% para 6,5%, conforme o balanço. "A companhia conseguiu entregar uma margem Ebitda recorde, sustentada por uma gestão disciplinada das despesas com vendas, gerais e administrativas e por uma alavancagem operacional relevante", afirmaram analistas da XP.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra