Ibovespa orbita 208 mil pontos com aval de estrangeiros na reta final da eleição
Impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pela expectativa sobre a eleição presidencial, o Ibovespa subiu 1,49%, aos 208 mil pontos, aproximando-se de sua máxima histórica. Bancos, Petrobras e o setor de consumo lideraram os ganhos do pregão, enquanto a Vale recuou diante da queda do minério de ferro. Fora do índice, o destaque foi a disparada das ações da Americanas, que saltaram 19,1% após a Justiça fluminense encerrar seu processo de recuperação judicial.
O Ibovespa avançava nesta terça-feira, orbitando os 208 mil pontos, com investidores em clima de expectativas para o desfecho da eleição presidencial no país, enquanto dados da B3 continuam mostrando fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras.
Por volta de 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,49%, a 208.135,09 pontos. O volume financeiro somava R$9,2 bilhões.
"O Ibovespa está em tendência de alta e mantém a resistência em 209.700 pontos - máxima histórica. Caso supere esse nível, abrirá novamente o caminho para mais valorizações, em busca dos 220.000 pontos no curto prazo e dos 245.000 pontos no médio prazo", afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista. Do lado da baixa, acrescentaram, o índice encontra suporte em 203.000 pontos.
Eles avaliam que a ausência de uma direção definida pode ser a tônica dos próximos dias, "com o mercado em compasso de espera antes de buscar uma direção mais clara".
Pesquisas eleitorais seguem mostrando um cenário apertado da disputa presidencial, mas com o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda à frente numericamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas pesquisas para o segundo turno da eleição, no próximo dia 25.
Em paralelo, dados atualizados da B3 mostravam saldo de capital externo positivo de R$20,99 bilhões em outubro até o dia 16, de R$18,75 bilhões até a véspera.
No exterior, a terça-feira era negativa nos mercados acionários norte-americanos, mas havia alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, com o yield do Treasury de 10 anos marcando 5,1105%, de 5,136% na véspera.
DESTAQUES
• BTG PACTUAL UNIT subia 4,09%, melhor desempenho entre os bancos do Ibovespa, que têm se mostrado sensíveis às expectativas eleitorais. BRADESCO PN, que reporta balanço no final da quinta-feira, avançava 2,59%, ITAÚ UNIBANCO PN valorizava-se 2,05%, BANCO DO BRASIL ON tinha elevação de 0,71% e SANTANDER BRASIL UNIT mostrava acréscimo de 0,54%.
• PETROBRAS PN avançava 1,14% e PETROBRAS ON subia 0,9%. O Brasil ultrapassou a Arábia Saudita como o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China nos primeiros nove meses de 2026, segundo dados alfandegários divulgados pelo país asiático nesta terça-feira.
• VALE ON recuava 0,92%, em linha com a fraqueza dos futuros do minério de ferro na China.
• MAGAZINE LUIZA ON disparava 6,76%, com o setor sensível a juros entre os destaques positivos em pregão com alívio na curva de juros brasileira. O amplo índice de consumo da B3 subia 2,79%.
• ÂNIMA EDUCAÇÃO ON, que não faz parte do Ibovespa, perdia 6,54%, tendo como pano de fundo acordo da sua subsidiária de ensino de medicina Inspirali com o grupo de educação médica do Einstein para usar a marca do hospital em seus cursos a partir do próximo ano. O acordo de 20 anos envolve um pagamento fixo ao Einstein de R$150 milhões e pagamentos de 6% da receita líquida de novos alunos de medicina, entre outros detalhes.
• JSL ON, que não faz parte do Ibovespa, avançava 7,64%, tendo no radar prévia de resultados mostrando receita bruta de R$3,09 bilhões no terceiro trimestre, alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
• AMERICANAS ON, que não faz parte do Ibovespa, saltava 19,1%, após a Justiça do Rio de Janeiro decretar o encerramento do processo de recuperação judicial da companhia.
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