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Hypera bate máxima após acordo de leniência com CGU e AGU

1 jun 2022 - 11h09
(atualizado às 11h57)
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As ações da Hypera avançavam cerca de 7% na manhã desta quarta-feira, após a farmacêutica anunciar na noite da véspera que fechou um acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU), o que era longamente aguardado pelo mercado.

Comprimidos e cápsulas farmacêuticas são dispostos na forma de um cifrão em uma mesa nesta ilustração fotográfica tirada em Ljubljana 
20/08/2014
REUTERS/Srdjan Zivulovic
Comprimidos e cápsulas farmacêuticas são dispostos na forma de um cifrão em uma mesa nesta ilustração fotográfica tirada em Ljubljana 20/08/2014 REUTERS/Srdjan Zivulovic
Foto: Reuters

O acordo - relacionado a investigações envolvendo "pagamentos irregulares" feitos por ex-executivos - prevê um pagamento de 110 milhões de reais, mas que será integralmente coberto pelo acionista fundador da empresa João Alves de Queiroz Filho. A Hypera também deverá cumprir com um programa de integridade de 18 meses.

Na máxima até o momento, as ações chegaram a 41,60 reais, máxima histórica intradiária. Por volta das 11h01, os papéis tinham elevação de 6,73%, a 41,41 reais.

Analistas do JPMorgan afirmaram que o anúncio é positivo e que era muito esperado. "No geral, acreditamos que isso deve ser lido de forma positiva pelo mercado e saudamos particularmente a notícia, visto que o foco agora está mudando para as boas tendências operacionais", afirmaram em relatório a clientes.

Com o acordo, a equipe do banco ressaltou que a companhia resolve uma questão de longo prazo do lado de governança e afasta temores sobre mudanças e impactos acerca de benefícios e incentivos fiscais.

Os analistas destacaram ainda que a multa ficou bem abaixo do que eles estimavam - cerca de 250 milhões de reais.

Para a equipe do Citi, "é importante ressaltar que a multa de leniência será integralmente paga pelo acionista de referência da empresa, sem impacto no caixa da companhia...e não terá implicações nas operações da empresa, e no enquadramento fiscal e regulatório", escreveram em relatório a clientes.

"Além disso, a empresa reiterou que não se beneficiou dos 'atos lesivos' do passado e que suas ações não geraram nenhum dano aos órgãos públicos", afirmaram os analistas do Citi. Eles estimavam uma multa da ordem de 480 milhões de reais.

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