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Governo federal anuncia subsídio para conter aumento do diesel e do gás de cozinha; veja os valores

Pacote ainda inclui lançamento de linhas de crédito para empresas aéreas, além de zerar PIS e Cofins sobre querosene de aviação (QaV) e biodiesel

6 abr 2026 - 17h04
(atualizado às 18h58)
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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 6, medidas para lidar com o aumento no preço dos combustíveis provocado pela guerra no Irã.

As principais medidas são:

  • uma subvenção de R$ 1,17 por litro de diesel importado, a ser dividida entre governo federal (50%) e governos estaduais (50%). Ela se somará à subvenção já existente, de R$ 0,32;
  • uma terceira subvenção de R$ 0,80 por litro de óleo diesel produzido no Brasil, que terá validade de dois meses, podendo ser prorrogada caso necessário, com recursos unicamente do governo federal, em valor total de R$ 3 bilhões;
  • empresários que aumentarem de forma indevida os preços dos combustíveis serão punidos na pessoa física e terão as empresas interditadas;
  • redução no preço do GLP (gás de cozinha) para garantir a importação e distribuição para as famílias de mais baixa renda, que dependem dessa energia no seu dia a dia;
  • lançamento de linhas de crédito para as empresas aéreas por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), parte com risco da União, além de zerar o PIS e Cofins sobre querosene de aviação (QaV) e biodiesel.

Assim como já havia sido anunciado pela equipe econômica, essa subvenção terá custo de R$ 4 bilhões por dois meses. A União vai arcar com R$ 2 bilhões, e os Estados e o Distrito Federal, com outros R$ 2 bilhões. Segundo o governo federal, 25 Unidades da Federação já confirmaram a intenção de participar.

Segundo Silveira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) terá um aumento do seu poder com a medida provisória que será publicada pelo governo. O órgão regulador poderá também fazer a interdição das empresas, além de aplicar multas.

Medida provisória cria programa de subvenção do diesel em parceria do governo federal com os Estados.
Medida provisória cria programa de subvenção do diesel em parceria do governo federal com os Estados.
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Desde a metade do mês passado, produtores e importadores de óleo diesel já têm direito ao subsídio de R$ 0,32 por litro do combustível - condicionado à venda abaixo de preços-teto estabelecidos pelo governo federal. Essa MP deve vigorar até 31 de dezembro ou até o montante de R$ 10 bilhões ser alcançado.

A nova subvenção deve contar com a adesão da maioria dos Estados. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou na semana passada que apenas dois Estados haviam sinalizado que não iriam adotar a medida. Alckmin não especificou quais eram os Estados, mas um levantamento realizado pelo Estadão mostrou que Rio de Janeiro e Rondônia não devem aderir.

A primeira fase do programa, encerrada em 31 de março, no entanto, não teve adesão de três grandes distribuidoras de combustíveis: Vibra, que opera os postos com a bandeira da Petrobras no Brasil, Raízen, dona da marca Shell, e Ipiranga. As três não pretendem aderir à subvenção antes de o governo federal detalhar a operação.

O Estadão/Broadcast apurou que, para o setor, falta ainda saber quando e como seria paga a subvenção, como elas poderão provar que repassaram o desconto e se o preço da subvenção vai se encaixar no preço da importação.

Por outro lado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já habilitou cinco empresas para a primeira fase do programa: Petrobras, Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora de Combustíveis, Refinaria de Mataripe e Sul Plata Trading. O órgão afirmou que outras empresas, que não foram identificadas, já entregaram a documentação necessária para participarem da segunda fase, que está com inscrições abertas até 30 de abril.

Dados da ANP mostram que o preço médio do diesel subiu 20,4% desde o início da guerra no Oriente Médio, passando de R$ 6,03 na semana encerrada em 28 de fevereiro para R$ 7,26 na semana encerrada em 21 de março.

Os aumentos ocorrem em meio à alta do preço do barril de petróleo, que chegou a superar os US$ 100, com picos próximos de US$ 120, desde o início do conflito.

Estadão
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