Eneva faz acordo com Diamante e troca térmica a carvão de Itaqui por empresa em Pecém
A Eneva fechou um acordo de permuta societária com a Diamante Geração para transferir 100% da usina termelétrica a carvão de Itaqui (360 MW) e assumir o controle da Porto Pecém Transportadora de Minérios, que apoiará seu terminal de GNL no Pecém. Como parte da operação, a Diamante pagará R$ 400 milhões em dinheiro à Eneva, além de uma parcela contingente adicional de até R$ 467 milhões, condicionada à antecipação de contratos da termelétrica negociados em leilão recente.
A Eneva anunciou nesta quarta-feira uma permuta de participações societárias com a Diamante Geração, em negócio que prevê à Eneva a alienação da usina termelétrica a carvão em Itaqui em troca do controle de uma empresa no Complexo do Pecém.
Segundo o negócio, a Eneva transferirá à Diamante 100% das ações da Itaqui Geração, enquanto assumirá 100% da Porto Pecém Transportadora de Minérios (PPTM), que fará parte da implementação, pela Eneva, do terminal de importação, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) no Pecém.
A operação prevê que a Diamante pagará à Eneva torna em dinheiro R$400 milhões. Há ainda a previsão de parcela contingente adicional a torna de até R$467,0 milhões, caso haja antecipação do contrato da termelétrica de Itaqui vencido no leilão de capacidade deste ano.
A usina a carvão de Itaqui tem capacidade instalada de 360 MW e possui contratos regulados vigentes até 21 de dezembro de 2027, tendo se sagrado vencedora em leilão deste ano para um contrato de 10 anos, com início em 1º de agosto de 2031.
A Eneva acrescentou ainda que foi notificada que a Diamante não tem interesse em exercer a opção de compra de 30% dos projetos de geração do "Hub Ceará".
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