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Encomendas da Boeing despencam e clientes optam por trocar 737 MAX

12 nov 2019
15h18
atualizado às 15h21
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A Boeing recebeu 10 novos pedidos de aeronaves no mês passado, mas viu alguns clientes trocando suas encomendas de 737 MAX por aeronaves maiores, em meio a dúvidas sobre o retorno do MAX ao serviço.

06/11/2019. REUTERS/Aly Song
06/11/2019. REUTERS/Aly Song
Foto: Reuters

As encomendas líquidas até agora este ano chegaram a apenas 45 até o final de outubro, ante 56 em setembro, ampliando ainda mais a diferença nas vendas este ano com a rival europeia Airbus que já vendeu quase 500 aviões a mais.

Os números incluem o que a Boeing chamou de "conversão" do pedido da Air Lease, que trocou 15 unidades do MAX por cinco 787 Dreamliners. Um segundo cliente não nomeado também retirou três aviões MAX da carteira de pedidos.

A Air Lease, que tinha 135 encomendas pendentes para o 737 MAX em outubro, ante 150 em setembro, disse que a conversão reflete uma maior demanda de clientes de companhias aéreas pelo 787 nos próximos anos.

Embora várias companhias aéreas tenham retirado o MAX de seu cronograma de voos até março do próximo ano, a Boeing indicou na segunda-feira que espera que os órgãos reguladores dos EUA aprovem o retorno do jato ao serviço comercial nas próximas semanas, permitindo que possivelmente comece as entregas dos aviões suspensos no próximo mês.

As encomendas e entregas da Boeing foram inferiores às da Airbus este ano devido ao prolongamento da suspensão de voos do 737 MAX, após duas quedas que mataram centenas de pessoas.

Para lidar com as consequências após a suspensão, a Boeing reduziu a produção do modelo para 42 unidades por mês, ante 52 anteriormente, fazendo com que a fabricante de aviões tomasse um prejuízo de bilhões de dólares.

As entregas da Boeing totalizaram 321 aeronaves nos 10 meses até outubro, em comparação com 625 aeronaves entregues no ano anterior.

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