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Empresas intensificam conversas com bancos para ofertas de ações

18 ago 2009 - 15h06
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Empresas que acessam o mercado com oferta primária de ações para financiar seu crescimento são as com mais chance de ter sucesso neste semestre, avaliam bancos de investimento.

Para profissionais que assessoram tais operações, há menor abertura, neste momento, para ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês).

Segundo a diretora-gerente do Bradesco BBI, braço do Bradesco, Denise Pavarina, há muita conversa entre os bancos de investimento e empresas interessadas em captar recursos via emissão de ações, depois do congelamento do mercado de capitais na segunda metade do ano passado e volta gradual de janeiro a junho de 2009.

"Normalizado, exatamente, não é o termo (para a situação atual do mercado). Mas tem muita conversa. (...) O mercado para bancos de investimento está muito aquecido", afirmou Denise.

"Dou uma chance maior de sucesso para operações de ofertas de ''follow on'', não de IPO", comentou. "Acho que IPOs serão casos muito específicos, à semelhança do que foi a VisaNet. Tem que ser uma empresa muito grande."

Em junho, a VisaNet lançou ações na Bovespa com oferta recorde de R$ 8,4 bilhões. Todas as ações vendidas estavam nas mãos dos sócios, o que significa que não houve entrada de recursos no caixa da empresa.

O Bradesco BBI foi o coordenador-líder da operação, que reacendeu a expectativa do mercado sobre uma normalização das ofertas de ações.

Fonte graduada de outro banco de investimentos disse que muitos dos planos em discussão estão sendo feitos por empresas que já pretendiam realizar ofertas, mas que foram surpreendidas pela crise, a exemplo da VisaNet - que postergou seu IPO, programado originalmente para 2008.

Além da empresa de meios de pagamento, outras companhias que acessaram o mercado com oferta de ações este ano, como Light, Hypermarcas, BR Malls, MRV, Natura e Redecard.

Entre os setores que podem se destacar no final de 2009, a fonte citou agricultura, metais e mineração, varejo e construção.

Denise, do Bradesco BBI, não quis ser específica, mas comentou que o mercado prefere "empresas que têm atividades ligadas ao crescimento interno".

Outra característica que levanta cautela do mercado é o cuidado com ofertas completamente secundárias: em tempos ainda incertos, os investidores preferem ter o máximo de controle sobre o capital investido.

"O mercado não gosta muito de ofertas 100% secundárias. (Ele) tem aceito, mas não é a preferência", explicou Denise.

A empresa de tecnologia Tivit, controlada pelo grupo Votorantim, é uma das companhias que tentam acessar o mercado por meio de uma oferta secundária de ações. Trata-se da terceira tentativa da empresa de listar ações na Bovespa.

Além dela, outras operações já encaminhadas envolvem o Santander Brasil, em oferta secundária de units representativas de ações ordinárias e preferenciais, e o JBS USA, com oferta primária. O frigorífico será listado na Bolsa de Nova York e os recibos das ações, na forma de Brazilian Depositary Receipts (BDRs), serão negociados na Bovespa.

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Fonte: Invertia Invertia
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