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Economia dos EUA desacelerou nas últimas semanas, mostra pesquisa do Fed

29 nov 2023 - 17h20
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A atividade econômica dos Estados Unidos desacelerou do final de outubro até meados de novembro, com empresas relatando uma moderação abrangente da inflação e maior facilidade na contratação de empregos, disse o Federal Reserve em um relatório divulgado nesta quarta-feira.

O banco central dos EUA divulgou o seu mais recente relatório sobre o estado da economia norte-americana um dia depois de o diretor do Federal Reserve Christopher Waller, uma voz influente no comitê de definição dos juros, ter destacado que os atuais progressos na redução da inflação indicam a possibilidade de um corte da taxa básica de juros do Fed no próximo ano.

"A atividade econômica arrefeceu desde o relatório anterior, com quatro distritos registrando um crescimento modesto, dois indicando que as condições se mantiveram estáveis ou ligeiramente em baixa, e seis registrando ligeiras quedas na atividade", afirmou o Fed em seu relatório, conhecido como "Livro Bege", que fez uma pesquisa com contatos comerciais nos 12 distritos do banco central até 17 de novembro.

"As perspectivas econômicas para os próximos seis a doze meses perderam força durante o período em análise".

Investidores esperam que os formuladores de política monetária do Fed mantenham a taxa básica inalterada na reunião de 12 e 13 de dezembro, tendo em conta os progressos alcançados no controle da inflação em direção à meta de 2% do banco central e o fato de ser necessário mais tempo para que o impacto total da alta dos juros faça efeito na economia.

De acordo com o indicador preferencial do Fed, a inflação em setembro estava em uma taxa anual de 3,4%, abaixo do pico de 7,1% atingido em junho do ano passado, quando a escassez de bens e de mão de obra induzida pela pandemia aumentou as pressões sobre os preços. A divulgação de novos dados sobre a inflação está prevista para quinta-feira.

A economia norte-americana cresceu mais do o inicialmente estimado no terceiro trimestre, segundo dados do governo divulgados nesta quarta-feira, mas parece ter perdido força desde então, conforme custos de empréstimos mais elevados diminuem as contratações e despesas.

Já o mercado de trabalho continua apertado apesar da desaceleração do crescimento dos salários. Alguns empregadores declararam sentir-se à vontade para despedir trabalhadores com baixo desempenho, embora "vários distritos continuem descrevendo os mercados de trabalho como apertados, com escassez de trabalhadores qualificados".

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