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Dólar sobe para perto dos R$5,10 com influência de exterior e tarifa dos EUA

16 jul 2026 - 17h17
(atualizado às 17h34)
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O dólar fechou a ‌quinta-feira em alta no Brasil, pouco abaixo dos R$5,10, refletindo o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior e as preocupações em torno da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,40%, aos R$5,0984. No ano, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,12% ante ⁠o real.

Às 17h08, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro - ‌subia 0,35% na B3, aos R$5,1170.

Pela manhã, os EUA informaram que foram feitos 208 mil pedidos de auxílio-desemprego no país na semana passada, menos que os 217 mil ‌projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Em ‌outra divulgação, os EUA informaram que as vendas no varejo subiram 0,2% em ⁠junho, em linha com o esperado.

Após os números, que sugerem uma economia resiliente nos EUA, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, atingindo os picos do dia, e o dólar avançou ante as demais divisas, incluindo o real.

No Brasil, este movimento teve respaldo ainda das preocupações do mercado em torno da tarifa de 25% dos EUA sobre uma série ‌de produtos brasileiros a partir de 22 de julho, conforme anunciado pelo Escritório do Representante ‌de Comércio dos EUA (USTR na ⁠sigla em inglês).

Ainda que ⁠a lista de exceções seja mais ampla que o esperado, a tarifação de produtos como etanol, ⁠máquinas agrícolas, papel e aço tem potencial para ‌afetar setores específicos da economia ‌brasileira, impactando o fluxo de dólares para o país.

"Mas a movimentação (do dólar ante o real) hoje é mais por conta do fator externo do que qualquer outra coisa", pontuou Jonathan Joo Lee, head da mesa de internacional e câmbio da ⁠Mirae Asset.

"Com certeza (a tarifação) é uma pressão para eventual piora do real, mas o movimento de hoje não se resume a isso. O DXY (índice do dólar) está com tendência de alta", reforçou.

Após marcar a cotação mínima intradia de R$5,0824 (+0,08%) às 9h01, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu ‌a máxima de R$5,1151 (+0,73%) às 14h13, em um momento em que a moeda norte-americana já havia firmado ganhos ante outras divisas no exterior.

"Por mais que os EUA tenham ⁠isentado da tarifa vários produtos, ter tarifa nunca é bom", pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

"Mas este anúncio dos EUA já era esperado. Então, (a tarifa) tem importância na composição da cotação de hoje, mas não foi um efeito tão forte não", avaliou Jefferson, acrescentando que o exterior foi, de fato, o principal vetor para o avanço do dólar.

No fim da tarde, o dólar seguia em alta ante moedas pares do real como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso mexicano. Às 17h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,28%, a 100,740.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações no Brasil, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

(Edição de Alexandre Caverni)

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