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Diretor do Fed vê inflação por tarifas de Trump com mais intensidade no segundo semestre nos EUA

Christopher Waller diz que esperava que os preços convergissem para a meta de 2%, mas agora espera taxas mais altas

1 jun 2025 - 22h06
(atualizado às 22h30)
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O diretor do Federal Reserve (Fed) Christopher Waller disse no início desta segunda-feira (horário local) que a inflação tarifária deve ser sentida com mais intensidade no segundo semestre de 2025. Em meio a uma guerra comercial com outros países, o presidente Donald Trump tem anunciado uma série de tarifas, embora tenha recuado de algumas delas.

Em discurso preparado para a Conferência Internacional do Banco da Coreia de 2025, Waller pontuou que a expectativa é que as tarifas resultem em um aumento temporário de preços, havendo risco de queda para economia e mercado de trabalho - com o desemprego provavelmente persistindo.

"Eu esperava que a inflação continuasse a cair bem em direção à nossa meta de 2%. Mas agora espero que o efeito das tarifas mais altas aumente a inflação nos próximos meses", acrescentou o dirigente.

Segundo ele, apesar da persistente incerteza em relação às perspectivas da política comercial, a economia forte até abril dos EUA dá tempo para o Fed observar como as coisas se desenrolarão.

"Manterei uma tarifa comercial ponderada estimada, neste momento, em 15% sobre as importações de produtos dos EUA, que fica entre meus cenários de taxas maiores e menores", considerou Waller.

O diretor também defendeu cortes nas taxas de juros ainda este ano, contanto que as tarifas permaneçam mais baixas, que a inflação continue a progredir em direção à meta de 2% e que o mercado de trabalho permaneça sólido.

Christopher Waller afirmou que é cético de que uma tarifa de 10% pode aumentar a inflação para 3%.

Sobre os rendimentos de longo prazo dos Treasuries terem aumentado recentemente, Waller disse que foi, em parte, devido às preocupações fiscais do governo e "à ansiedade dos compradores estrangeiros".

O dirigente comentou que não vê problema em vender títulos do governo e que as stablecoins são uma nova maneira de introduzir a concorrência no setor de pagamentos.

Estadão
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