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Brasil ultrapassa Arábia Saudita e vira 2º maior fornecedor de petróleo da China

China comprou 44,29 milhões de toneladas do produto brasileiro entre janeiro e setembro, volume que colocou o país atrás apenas da Rússia

21 out 2026 - 13h35
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Resumo
Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil ultrapassou a Arábia Saudita e tornou-se o segundo maior fornecedor de petróleo da China, somando 44,29 milhões de toneladas contra 43,12 milhões do país árabe. O avanço reflete o crescimento de 18% nos embarques brasileiros em setembro, em meio a uma queda de 62% nas vendas sauditas. A liderança geral segue com a Rússia, em um cenário de reorganização que reduziu a fatia de países como Malásia e Omã, sem compras de EUA, Irã e Venezuela.

O petróleo brasileiro ganhou espaço no mercado chinês ao longo de 2026. Entre janeiro e setembro, a China importou 44,29 milhões de toneladas do produto do Brasil, resultado que colocou o país na segunda posição entre seus principais fornecedores. A Arábia Saudita somou 43,12 milhões de toneladas no mesmo intervalo. A liderança continua com a Rússia.

China comprou 44,29 milhões de toneladas de petróleo brasileiro entre janeiro e setembro, volume que colocou o país atrás apenas da Rússia
China comprou 44,29 milhões de toneladas de petróleo brasileiro entre janeiro e setembro, volume que colocou o país atrás apenas da Rússia
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Perfil Brasil

Petróleo brasileiro aumenta presença no mercado chinês

O desempenho de setembro ajuda a mostrar como essa mudança ganhou força. Segundo dados alfandegários chineses divulgados pela 'Reuters', as compras provenientes do Brasil chegaram a 5,15 milhões de toneladas no mês, equivalentes a cerca de 1,25 milhão de barris por dia.

Na comparação com setembro de 2025, o volume cresceu 18%. Já as importações provenientes da Arábia Saudita ficaram em 2,70 milhões de toneladas, queda anual de 62%. A diferença entre os dois países se tornou ainda mais evidente no mês. Enquanto os embarques brasileiros avançaram, o fornecedor saudita registrou uma das maiores retrações entre os principais mercados analisados.

Rússia mantém liderança entre fornecedores

A Rússia continuou como principal origem do petróleo comprado pela China. Em setembro, foram 9,94 milhões de toneladas, ou aproximadamente 2,42 milhões de barris por dia. O resultado representa alta de 20% em relação ao mesmo mês de 2025, embora tenha ficado 11% abaixo do volume registrado em agosto.

O Iraque também permaneceu entre os principais fornecedores, com 4,84 milhões de toneladas em setembro. O número corresponde a uma queda anual de 19%, mas mostra uma forte recuperação na comparação com agosto.

Outros fornecedores tiveram movimentos diferentes

Os dados mostram que o mercado chinês recebeu volumes bastante diferentes conforme a origem. O Kuwait, por exemplo, registrou alta anual de 71% em setembro, enquanto os Emirados Árabes Unidos avançaram 5%. Na direção oposta, Malásia, Omã e Angola apresentaram quedas relevantes. A retração foi de 70% para a Malásia, 54% para Omã e 57% para Angola.

Essa diferença ajuda a mostrar que o avanço brasileiro não ocorreu de forma isolada, mas dentro de uma reorganização mais ampla entre os fornecedores da China. Os registros alfandegários também mostram que o país asiático não importou petróleo bruto de Estados Unidos, Venezuela ou Irã em setembro. O mesmo havia ocorrido no período comparável do ano anterior.

Perfil Brasil
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