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Ações europeias têm perda semanal com turbulência na França e petróleo abalando otimismo com balanços

23 out 2026 - 14h38
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Resumo
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,4% na semana, sua maior perda desde setembro, pressionado pela alta do petróleo e pela turbulência política na França. Apesar de balanços corporativos positivos, a cautela prevaleceu diante da queda de 16,6% da Kering e do recuo no setor de defesa com o tombo da Safran. O mercado ainda aguarda a avaliação de crédito francesa pela Moody's e a decisão de juros do BCE, que deve manter as taxas inalteradas na próxima reunião devido às pressões inflacionárias.

As ações europeias sofreram sua ‌maior queda semanal desde o início de setembro à medida que as tensões na França e os preços mais altos do petróleo abalaram o otimismo gerado por alguns balanços corporativos fortes.

O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,31%, fechando em 635,77 pontos nesta sexta-feira. Na semana, o índice de referência registrou queda de cerca de 1,4%.

A semana foi repleta ⁠de divulgações de resultados de grandes empresas como SAP, Barclays e Kering, que ofereceram ‌novas perspectivas sobre as condições econômicas e a confiança do consumidor.

As estimativas gerais de lucros melhoraram para as empresas europeias, mas os preços mais altos do petróleo bruto ‌e a agitação na França deixaram investidores nervosos.

"O que ‌está acontecendo na França vai, no mínimo, persistir como um fator de mercado ⁠durante todo o ciclo eleitoral. Os protestos podem se dissipar, mas isso não muda a realidade financeira que a França está enfrentando", disse Josh Stevens, diretor de investimentos da CresAlta Investment Management.

A turbulência criou um cenário explosivo para a eleição presidencial no país, marcada para abril do ano que vem.

Empresas e museus planejaram fechar durante o fim ‌de semana, apesar das restrições às manifestações, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron busca restaurar ‌a ordem uma semana após ⁠protestos em todo o ⁠país terem se tornado violentos.

Os investidores vão analisar minuciosamente a decisão da Moody's sobre a recomendação ⁠de crédito da França, prevista para o final ‌do dia.

FRAQUEZA DO SETOR DE ‌LUXO ABALA HUMOR DO MERCADO

A Kering caiu 16,6% nesta sexta-feira após reportar queda nas vendas do terceiro trimestre de sua marca principal, a Gucci. A ação foi a que mais ficou para trás no STOXX 600, e o índice de ⁠luxo — o setor europeu com pior desempenho até agora neste ano — caiu 3,6%.

"O setor de luxo europeu continua sofrendo com a guerra no Oriente Médio e com a redução do apetite de consumo da China", disse Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote.

A L'Oréal subiu 5,6% depois que o grupo francês ‌de cosméticos superou as previsões de vendas do terceiro trimestre.

As ações do setor de defesa caíram 3,8%, registrando seu pior dia desde 1º de junho, arrastadas por uma ⁠queda de 10% na fabricante francesa de motores a jato Safran após a divulgação de seus resultados.

O Banco Central Europeu deve se reunir na próxima semana, com os investidores precificando uma probabilidade de mais de 91% de que ele mantenha as taxas de juros inalteradas.

O BCE elevou as taxas de juros duas vezes este ano para conter as pressões inflacionárias decorrentes dos preços elevados do petróleo.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,31%, a 635,77 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,32%, a 10.690,36 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,75%, a 25.181,65 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,36%, a 7.782,82 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,36%, a 48.558,86 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,40%, a 18.989,80 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,07%, a 9.244,62 pontos.

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