Universal Music fecha parceria inédita para adaptar músicas em jogos via IA
Catálogo da gravadora será integrado à ferramenta que altera trilhas sonoras dinamicamente durante partidas.
A Universal Music Group fechou uma parceria inédita com a startup TYGER para adaptar seu catálogo musical dinamicamente e em tempo real em jogos eletrônicos. Utilizando inteligência artificial, a tecnologia ajusta o ritmo, a intensidade e a estrutura das músicas conforme as ações do jogador. A iniciativa representa um movimento estratégico do setor fonográfico para monetizar e licenciar conteúdos via IA, aproximando grandes artistas da comunidade gamer em experiências interativas.
Em um movimento pioneiro voltado ao universo dos esportes eletrônicos e dos games, a Universal Music Group firmou uma parceria de licenciamento com a startup TYGER, que utiliza inteligência artificial para transformar trilhas sonoras. Noticiado pela Billboard, o acordo representa a primeira vez que a companhia autoriza a manipulação dinâmica de seu catálogo musical em tempo real enquanto os usuários jogam.
A ferramenta tecnológica desenvolvida pela startup ajusta o som ao ritmo da jogabilidade, sendo capaz de modificar a intensidade acústica, cortar trechos e reestruturar faixas completas de acordo com a atuação e as ações do gamer. Antes de firmar essa aliança com a Universal Music Group, a TYGER operava com uma base de cerca de 400 mil faixas independentes, mas agora integrará canções de grandes nomes globais pertencentes ao portfólio da gravadora.
O CEO e cofundador da TYGER, Nick Venti, celebrou a união em comunicado oficial:
"Os jogos são onde a próxima geração passa o seu tempo, descobre cultura e se conecta com amigos, mas a música nunca teve uma forma nativa de alcançar esses públicos. Este acordo com a Universal Music Group é um marco importante para a TYGER e valida nossa visão para o futuro da música dentro e ao redor de experiências interativas e digitais. "
O acordo reforça uma movimentação estratégica do setor fonográfico para assegurar vias de remuneração oficiais diante das inovações de inteligência artificial generativa. A iniciativa se soma a outros testes mercadológicos, como os experimentos de remixes autorizados em conjunto com o Spotify, consolidando o setor de jogos digitais como uma vitrine de tendências muitas vezes mais influente que modelos clássicos de rádio e plataformas de streaming.
Segundo Michael Nash, chief digital officer e executive vp da UMG:
"Na UMG, temos um histórico consolidado de explorar e desenvolver novas oportunidades criativas e comerciais que permitem aos nossos artistas, compositores e selos se conectarem melhor com os fãs de música. "
Essa frente de negócios reflete os pilares conduzidos por Lucian Grainge, líder da companhia, focado em aliar proteção aos direitos autorais ao uso de inovações tecnológicas. Em conversa com Richard Kerris na conferência GTC AI, o executivo comentou sobre o futuro da área:
"[Estamos trabalhando em] parceiros de produtos [em IA] dos quais vamos falar nos próximos três, cinco, 10 anos, e isso [vai ser] muito poderoso. "
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