Uma boa memória baseia-se no esquecimento, mas o segredo está em quanto e como esquecemos
Especialistas em neurociência explicam que é necessário apagar alguns detalhes (ou até diversos deles) das nossas memórias, com o objetivo de armazená-los em nosso cérebro. Entenda!
A nossa memória é colocada à prova em todos os momentos, durante o dia. Quem nunca esqueceu o nome de alguém, ou de alguma informação importante? De acordo com o neurocientista Rodrigo Quian Quiroga, foi surpreendente descobrir que lembramos pouco das coisas:
"Uma das primeiras coisas que me surpreendeu quando comecei a me interessar por neurociência foi o quão pouco nos lembramos", explicou ao periódico El País. Questões ligadas ao esquecimento e à perda de memória são constantemente exploradas nas novelas da Globo, tanto em diálogos dentro de casa.
Ele complementou: "Nossa memória se baseia em lembrar muito pouca informação e construir algo a partir disso. É por isso que temos falsas memórias", ressalta. Cada vez mais nos deparamos com esquecimentos, e problemas de memória, tanto nossos, como de pessoas conhecidas vindo à tona.
O cérebro tem limites?
O próprio especialista cita que estamos construindo uma realidade de pouquíssima informação, ainda que tenhamos várias delas disponíveis na palma da mão, com as redes sociais, por exemplo.
Isso acontece porque a capacidade do cérebro é limitada. Logo, cada um tende a encontrar os neurônios com os dados que lhe interessam, baseados, principalmente, em coisas que marcaram emocionalmente. Essa afirmativa também é levada em consideração por outros especialistas, como Santiago Canals:
"A memória tende a esquecer praticamente tudo, a menos que seja algo único". Outro ponto a ser levado em consideração é a inteligência emocional, que costum...
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