Vários psicólogos explicam: por que assistir a séries antigas repetidamente nos acalma e ajuda a colocar os problemas em perspectiva
Existem algumas razões pelas quais voltamos a assistir a séries e filmes repetidamente, e isso não tem a ver com sermos fanáticos, mas com a psicologia
Rever séries antigas repetidamente funciona como válvula de escape contra a ansiedade por oferecer conforto e previsibilidade. Segundo psicólogos, produções como "Friends" acalmam ao retratar conflitos leves que se resolvem rápido, permitindo relativizar problemas reais. O hábito também desperta a nostalgia reconfortante da juventude, já que a mente tende a preservar memórias positivas com mais intensidade que as negativas, gerando uma sensação segura de identificação e acolhimento emocional.
Mesmo sabendo as falas de cor e como cada episódio termina, continuamos voltando às nossas séries favoritas.
É o caso de "Friends", sitcom lançada em 1994, que acompanhou diferentes fases da vida de muitos espectadores e ainda oferece bons motivos para apertar o play novamente.
Em entrevista ao jornal britânico Metro, o psicólogo Marc Hekster diz que "Friends" nos acalma porque nos proporciona esse fator de distração e de relativização das coisas, que tendem a se resolver de uma hora para outra.
Ele também explica que "Friends" reúne histórias com as quais podemos nos identificar, de maneira repetitiva e positiva.
E, também, nos expõe a experiências de reparação (os personagens passam por conflitos que acabam sendo resolvidos), em um contexto no qual o mais importante é a relação de amizade que compartilham.
Isso ajuda a explicar por que a série pode funcionar como uma válvula de escape em momentos de ansiedade.
A nostalgia e o conforto das boas lembranças
Segundo a psicóloga Iria Reguera, parte do prazer de rever filmes e séries da adolescência está nas lembranças que essas produções despertam.
Ao reencontrar histórias e personagens conhecidos, também nos reconectamos às amizades, às pessoas importantes e aos momentos que marcaram aquela fase.
Para explicar essa sensação, ela menciona uma revisão de estudos divulgada pela Associação Americana de Psicologia (APA), segundo a qual as emoções negativas ligadas às lembranças tendem a perder intensidade mais rapidamente do que as positiv...
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