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Susana Vieira engrossa lista de quem reprova Odete Roitman de Manuela Dias

SUZANA VIEIRA CRITICA DEBORA BLOCH

29 jul 2026 - 17h10
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A veterana Susana Vieira não escondeu sua opinião sincera ao avaliar a interpretação de Debora Bloch como a icônica vilã Odete Roitman no remake de Vale Tudo.

Durante participação no programa Conversa com Bial, exibido na Globo na última terça-feira (28), a atriz fez uma análise comparativa direta entre a nova versão e a atuação original inesquecível de Beatriz Segall (1926-2018).

Ao debater o impacto das grandes antagonistas da televisão brasileira, Susana cravou que a nova roupagem do papel faltou peso e presença em cena: "Não imprimia o medo."

"Existem papéis, por exemplo, vamos lembrar da novela que a Debora Bloch fazia, uma personagem que havia sido feita pela Beatriz Segall. Então a Beatriz já tinha uma postura de uma pessoa séria, distante, uma pessoa até um pouco antipática", justificou a atriz.

"Tinha que ter dado mais cor"

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Foto: RD1

Para a veterana, a força que consagrou a vilã em 1988 dependia essencialmente do tom e da postura imponente adotados pela intérprete original, algo que não se repetiu no texto adaptado por Manuela Dias.

A avaliação ocorreu durante uma discussão sobre vilões que marcam a história da TV sem a necessidade de cometer grandes atrocidades físicas, usando apenas a frieza psicológica.

"Quando entrou a Debora no ar, ela entrava, mas não imprimia o medo que a Beatriz Segall dava. Realmente, ela tinha que ter dado um pouco mais de cor para fazer as coisas", completou Susana no bate-papo com Pedro Bial.

Lilia Cabral relembra bastidores e a cultura de Beatriz Segall

A atriz Lilia Cabral, que também participava da entrevista, aproveitou para resgatar memórias de bastidor da versão original de Gilberto Braga, na qual deu vida à personagem Aldeíde.

Ela relembrou o comportamento reservado de Beatriz nos estúdios: "Na época da novela, depois que ela [Beatriz] me viu no teatro, começou a conversar mais comigo. E era muito bom conversar com ela, porque era uma pessoa extremamente culta", comentou a atriz.

Lilia explicou que a veterana mantinha certo distanciamento do elenco fora das gravações, algo que combinava perfeitamente com a aura da personagem.

"A entrada da Beatriz, que chegava, ia para um hotel… Não querer ficar com os outros era muito normal", concluiu.

As Duas Versões de Odete Roitman no 'Conversa com Bial'

Confira na tabela detalhada o confronto de opiniões e memórias sobre o papel na Globo:

Atriz Intérprete Versão / Ano Avaliação de Susana Vieira Bastidores (por Lilia Cabral) Marca Registrada do Papel
Beatriz Segall

(1926-2018)

Original (1988)

(Texto: Gilberto Braga)

Imprimia medo, postura séria, distante e intimidadora. Pessoa culta, reservada e que mantinha distância do elenco. Frieza clássica e imponência cênica.
Debora Bloch Remake (2025)

(Adaptação: Manuela Dias)

"Não imprimia medo" e precisava "dar mais cor" à personagem. - Releitura moderna da vilã do horário nobre.
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