Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Alinne Moraes celebra nova fase em retorno às novelas: 'Papéis que realmente me desafiam'

Em entrevista à Contigo! Novelas, Alinne Moraes, que vive Jânia em Guerreiros do Sol, revelou detalhes de carreira, família e novos desafios como atriz

8 ago 2025 - 12h33
Compartilhar
Exibir comentários
Alinne Moraes revela mais detalhes de seu papel em Guerreiros do Sol
Alinne Moraes revela mais detalhes de seu papel em Guerreiros do Sol
Foto: Reprodução/Globo/Estevam Avellar / Contigo

De volta às novelas em Guerreiros do Sol, do Globoplay, Alinne Moraes interpreta Jânia. Aos 42 anos, a atriz escolhe seus projetos com calma, buscando equilíbrio entre carreira e vida pessoal. "Minha família é onde recarrego as energias", afirma ela, que segue sonhando alto na arte, em entrevista à Contigo! Novelas

Guerreiros do Sol marca seu retorno às novelas. O que te atraiu nesse projeto?

"Aos 42 anos, tenho analisado cuidadosamente os papéis que realmente me desafiam. Jânia é uma grande personagem, que me encantou com sua força. É uma mulher intensa, apaixonada, feminista e revolucionária, cheia de complexidade e com uma composição delicada e desafiadora. Sinto a grande responsabilidade de interpretar uma personagem que é a voz das mulheres sertanejas. Tenho certeza de que foi a melhor decisão que tomei ao aceitar esse papel. Essa personagem não só me conecta com um momento importante da minha vida, como também tem a mesma idade que eu, mesmo vivendo em outra época — ela conta sua história entre os anos 1920 e 1930. É fascinante ver como nos encontramos em muitos aspectos".

Como foi o processo de preparação?

"Foi um trabalho delicado feito por várias mãos. Alguns atores puderam viajar mais para o sertão e vivenciar a realidade das locações. Já eu trabalhei mais no estúdio. Além disso, busquei entender o contexto histórico das décadas em que a Jânia vive. Também pesquisei sobre as lutas e conquistas das mulheres sertanejas daquela época. Essa compreensão me ajudou a trazer mais profundidade à personagem".

A trama se passa no sertão. De que forma essa ambientação impactou o seu trabalho como atriz?

"Fez toda diferença filmar no sertão e gravar com um elenco que é majoritariamente nordestino. Senti como se estivesse entrando em um mundo completamente novo. A prosódia é algo que nunca fiz antes, então foi desafiador, exigiu uma nova interpretação e atuação para mim".

No início da sua trajetória, você emendava um trabalho no outro. Hoje, tem sido mais criteriosa nas escolhas. O que motivou essa mudança de ritmo?

"No início da minha carreira, aprendi muito na prática, atuando em novelas, séries e participando de workshops. Minha mudança para o Rio de Janeiro foi um investimento na minha formação e crescimento profissional. Naquela fase, eu vivia intensamente para trabalhar e me consolidar como atriz. Atualmente, com 42 anos e já tendo acumulado uma vasta experiência, optei por diminuir o ritmo de trabalho para acompanhar o crescimento do meu filho, que está prestes a entrar na adolescência. O trabalho em novelas exige muito tempo e dedicação e, nesse momento, percebo a importância de estar presente na vida familiar. Ter essa pausa é fundamental para me preparar para novos desafios profissionais buscando um equilíbrio entre carreira e família".

O que precisa existir em um projeto para que você diga "sim"?

"Atualmente, ao escolher um novo papel, eu busco um desafio que me faça crescer. É fundamental que o projeto tenha a ver com o que quero expressar e que me permita uma troca significativa com a personagem. Acredito que nos doamos muito nesse processo, utilizando nossas ferramentas, inspirações e intuições. Procuro personagens que me encantem e cujas histórias ressoem comigo. É importante que elas possam provocar reflexões e questionamentos nas pessoas, pois vejo isso como parte do verdadeiro trabalho artístico".

Se considera mais autocrítica ou mais carinhosa ao olhar para o passado e seus antigos trabalhos?

"No início, eu era mais autocrítica. Estava aprendendo e me permitia errar, o que tornava natural essa autocrítica. Ao me permitir errar, eu precisava avaliar onde poderia melhorar, e essa reflexão me ajudou a olhar para o passado com carinho. Hoje, reconheço que todos os meus trabalhos têm um valor especial. Cada personagem deixou uma marca em mim, especialmente aquelas que abordam questões sociais e políticas".

O que te motiva a continuar atuando depois de tantos trabalhos marcantes?

"Acredito que a arte, especialmente a atuação, é uma forma poderosa de expressão. Por meio das personagens que interpreto, tenho a oportunidade de entreter, mas também de levantar questionamentos e provocar reflexões na sociedade. Atuar me permite explorar diferentes realidades e dar voz a histórias que muitas vezes precisam ser contadas. A cada novo papel, há uma chance de crescimento pessoal e profissional e isso é algo que quero continuar fazendo por toda a minha vida".

Como equilibra a vida pessoal e profissional?

"Dando as pausas entre um projeto e outro. E, quando estou trabalhando, tenho toda uma estrutura montada em casa para que eu possa me ausentar e voltar".

Existe algum hábito para recarregar as energias?

"Me exercito pelo menos três vezes na semana, faço aulas de expressão corporal, mantenho a fisio, terapia, massagens semanais e programas culturais. Valorizo muito o tempo com meus amigos e, principalmente, com minha família, pois é onde consigo recarregar minhas energias. Organizo também o tempo para estudar e decorar meus textos e também faço questão de manter meu check-up em dia cuidando da saúde".

Você tem vontade de explorar outras áreas além da atuação, como direção ou produção?

"Já produzi Dorotéia, peça de Nelson Rodrigues, ao lado do Antonio Amâncio. Mas quero produzir mais projetos no teatro. Sinto que levantar uma peça no Brasil é sempre um ato de bravura, dado o fato do quanto é delicado e difícil. Também tenho um grande interesse por fotografia, que é um hobby para mim. Minha família tem uma forte conexão com a arte: meu pai era fotógrafo, minha mãe é artista plástica e meu marido é diretor e roterista. No futuro, talvez eu me aventure mais na fotografia e, quem sabe, na direção. Quero explorar outras áreas criativas".

Quais, por exemplo?

"Quero levantar mais projetos teatrais. Até o final do ano, ou início de 2026, estreio, em São Paulo, a peça Deus da Carnificina, de Yasmina Reza, com direção de Rodrigo Portella. Na realidade, sinto que ainda há muito a fazer no teatro. Explorei pouco essa área, pois sempre fui chamada para novelas, séries e cinema. Aliás, no cinema, grande parte dos meus papéis foi como a mulher do protagonista, a esposa que apoia a história de um homem. Acredito que já está na hora de inverter essa narrativa. Quero ver mulheres na frente, à frente da narrativa e interpretar grandes personagens femininas. Existem muitas histórias incríveis para contar sobre mulheres grandiosas, como Jânia, que é uma figura maravilhosa e à frente do seu tempo. Sinto falta de papéis com esse protagonismo no cinema. Quero deixar de ser a mulher do Vendedor de Passados ou a do Homem do Futuro, do Heleno, a mulher do Tim Maia, a mulher do Maestro. São personagens lindas, mas quero fazer uma personagem que tenha sua própria história e voz. Meu sonho é contar a história de uma grande mulher". 

CONFIRA PUBLICAÇÃO RECENTE DA CONTIGO!

Ver esta publicação no Instagram

Uma publicação partilhada por CONTIGO! (@tocontigo)

📊 Fofoca Awards: vote nos seus favoritos
Contigo Contigo
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra