Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mariangela Zan festeja 10 anos no comando do ‘Aparecida Sertaneja’: “Uma benção na minha vida”

Apresentadora honra o legado de seu pai, o lendário compositor Mario Zan, e consolida um lugar especial na televisão

27 fev 2026 - 11h27
(atualizado às 11h27)
Compartilhar
Exibir comentários

O programa ‘Aparecida Sertaneja’ completa uma década no ar. Trata-se de uma das atrações de maior audiência e repercussão da TV Aparecida.

À frente das câmeras está a apresentadora Mariangela Zan, também cantora do mesmo gênero.

Ela carrega a música sertaneja no DNA: é filha do ítalo-brasileiro Mario Zan, um dos maiores compositores do país, autor de centenas de músicas.

Algumas são clássicas nas festas juninas, a exemplo de ‘Festa na Roça’ e ‘Essa é Boa’. É dele também o Hino do Quarto Centenário da cidade de São Paulo.

Mariangela trabalhou como produtora nos bastidores antes de se firmar como comunicadora de vídeo. O carisma é sua marca registrada.

A artista conversou com a coluna a respeito deste momento especial do ‘Aparecida Sertaneja’ e de sua carreira.

A apresentadora Mariangela Zan recebe novos e antigos talentos do sertanejo em seu programa
A apresentadora Mariangela Zan recebe novos e antigos talentos do sertanejo em seu programa
Foto: Reprodução/@mariangelazan

Como avalia esses 10 anos na apresentação do programa?

Nem lembro mais como era minha vida antes do Aparecida Sertaneja. Ser convidada para apresentar esse programa foi a coisa mais importante que aconteceu na minha vida. Aprendi muito, como profissional e como pessoa. Hoje, olho pra trás e vejo quantas experiências incríveis vivi e ainda vivo, graças à TV Aparecida, e quantas pessoas maravilhosas tenho a oportunidade de conhecer a cada semana. Quantos artistas pudemos lançar ou trazer de volta aos palcos, fazendo o público recordar de grandes ídolos de tempos atrás. Tudo isso é benção em minha vida!

Qual a importância de uma atração focada na música sertaneja nesta época em que a mídia privilegia outros ritmos?

O Aparecida sertaneja tem sua matriz sertaneja, o modão caipira, a viola bem dedilhada, mas, como dizia o inesquecível Edson ‘Bolinha’ Cury, traz também a “música que o povo gosta”, relembrando os grandes artistas e seus sucessos que marcaram época. Esse é o diferencial do programa. As pessoas ligam a TV para relaxar a mente após um dia puxado, curtindo boas canções, que alegram e acalmam.

As novas gerações fazem parte da audiência?

Nosso maior público é o adulto que trabalha o dia todo e chega em casa querendo descansar, relaxar a cabeça curtindo música de qualidade. Conseguimos abranger a galera mais jovem, os filhos dessa turma. Influenciados pelos pais, eles curtem também os modões e as músicas estilo flashbacks nacionais, que trazemos ao programa. E, claro, temos a turma da melhor idade, que ama música sertaneja e ama meu pai, Mario Zan, e de forma muito carinhosa transfere esse amor a mim. Olha só que honra! 

"As pessoas ligam a TV para relaxar a mente após um dia puxado", afirma Mariangela Zan, a respeito do público do 'Aparecida Sertaneja'
"As pessoas ligam a TV para relaxar a mente após um dia puxado", afirma Mariangela Zan, a respeito do público do 'Aparecida Sertaneja'
Foto: Reprodução/@mariangelazan

A TV brasileira teve atrações de sucesso nesta área, como o ‘Som Brasil’ com Lima Duarte, o ‘Viola Minha Viola’ com Inezita Barroso e o ‘Sabadão Sertanejo’ de Gugu Liberato. Era telespectadora dos programas?

Assistia a todos, desde pequena. Sempre fui uma criança telemaníaca. Amava assistir à televisão e tenho uma memória televisiva muito boa até hoje. Fui criança de cidade grande, então não tive brincadeiras de rua, minha babá era a televisão. Sempre assisti de tudo: Bolinha, Chacrinha, Som Brasil, Festa Baile, Viola Minha Viola e outros programas musicais. Minha estreia como artista foi num programa do Raul Gil, em que meu pai se apresentou em uma festa junina no ano de 1993, e eu fui cantar no coro dele. Ali, senti que seria aquilo o que eu queria para o resto da minha vida, e nunca mais quis sair do palco. Imagina, eu nunca tinha ido a um estúdio de TV, foi incrível ver tudo aquilo de perto. Participei, muitas vezes, do Viola Minha Viola, da nossa inesquecível Inezita Barroso. Quanto aos outros programas citados, não tive oportunidade de ir, mas meu pai foi em todos.

Como é sua rotina em um dia de gravação? Conte um pouco sobre o que acontece nos bastidores.

Procuro sempre ter uma boa noite de sono de domingo para segunda. Meus dias são sempre cheios de coisas, pois eu mesma gerencio minha carreira artística, como agenda de shows e as viagens que faço com fãs, chamadas de Passeios com a Mariangela. Na segunda-feira, dou uma boa desacelerada para chegar com a mente descansada na TV. No almoço, como algo leve e vou para a cidade de Aparecida, onde fica o canal, por volta de 17h. Aí, faço a prova de roupa e já preparo a maquiagem e o cabelo. Enquanto isso, estudo o roteiro e leio sobre os artistas convidados para saber as novidades que serão abordadas no nosso bate-papo. Na sequência, desço para colocar fones e esquentar com a plateia que está chegando, tiro fotos para o Instagram, falo com produção. E, após o programa, que é ao vivo, dou atenção ao público.

Seu pai, Mario Zan, foi um dos músicos mais importantes do país, chamado de ‘rei da sanfona’. Sua mãe, Aglaiz, também teve papel fundamental em sua vida. Comente a influência e colaboração deles.

Meu pai dispensa comentários. O que sou começou com ele. Sem falar as portas que o nome dele abriu para mim. Sou muito grata ao que vivi ao lado dele, ao que aprendi e ao nome honrado que me deixou. E mamãe sempre foi uma maravilhosa, um pote de mel, que me ensinou a lidar com as situações mais complicadas com jogo de cintura e sutileza. É o meu apoio e minha força para tudo. Mamãe sempre teve uma voz maravilhosa, afinadíssima, aprendi a cantar com ela.

A apresentadora na fase de preparação para entrar no ar ao vivo no 'Aparecida Sertaneja'
A apresentadora na fase de preparação para entrar no ar ao vivo no 'Aparecida Sertaneja'
Foto: Divulgação/TV Aparecida e @mariangelazan

Impossível falar de TV Aparecida sem pensar em fé. A crença possui espaço importante na sua vida?

A TV Aparecida completou 20 anos em 2025, levando a fé para todo Brasil, transmitindo o que acontece no Santuário Nacional de Aparecida aos lares de todo o país. Isso é belíssimo, uma obra de evangelização gigantesca, e me orgulho muito de fazer parte dessa história há 10 anos. Cheguei na emissora com minha fé adormecida. Devido a muitas graças alcançadas com a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, hoje sou uma das maiores propagadoras da Mãezinha do Céu! Além disso, ouço semanalmente histórias belíssimas de milagres dos devotos que participam da nossa plateia e tiram fotos comigo. Sempre me contam suas histórias, uma mais emocionante que a outra. Diante de tantas bênçãos, tem como não amar Nossa Senhora Aparecida?

Qual artista ainda quer levar ao programa e com quem gostaria de gravar um dueto?

Tenho muita vontade de trazer o cantor e compositor José Augusto. Algumas pessoas não sabem, mas ele é o compositor do clássico Evidências (em parceria com Paulo Sérgio Valle), o hino nacional sertanejo, gravado por Chitãozinho e Xororó. Gostaria que ele contasse a história dessa composição e de tantas outras de sucesso que fez. E tenho a vontade de gravar um dueto com Almir Sater. Ele gravou Chalana, uma das composições do meu pai, Mario Zan, e de seu parceiro Arlindo Pinto. Quem sabe um dia, não é?

O ‘Aparecida Sertaneja’ é exibido toda segunda-feira, das 19h30 às 22h, na TV Aparecida.

Sala de TV Blog Sala de TV -  Todo o conteúdo (textos, ilustrações, áudios, fotos, gráficos, arquivos etc.) deste blog e a obtenção de todas as autorizações e licenças necessárias são de total responsabilidade do colunista que o assina. As opiniões do colunista não representam a visão do Terra. Qualquer dúvida ou reclamação, favor contatá-lo diretamente no e-mail beniciojeff@gmail.com.
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade