Jurados do MasterChef exageram na humilhação dos aprendizes
Por:Jeff Benício
12 nov2014 - 14h33
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Foto: Divulgação/Band
Foto: Sala de TV
Chefs de cozinha têm fama de egocêntricos e irascíveis. Os jurados do MasterChef, competição gastronômica exibida na Band, reforçam esse estereótipo.
Ao analisar os pratos preparados pelos participantes, os mestres da cozinha Erick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella exageram na cara de mau e fazem comentários que beiram a humilhação.
O rigor na avaliação está presente em todas as edições do programa produzidas ao redor do planeta. Porém a versão brasileira se destaca pelo tom de caricatura assumido pelo júri estrelado.
Ao invés de fazer terrorismo psicológico com os candidatos, os chefs se sairiam melhor exibindo os amplos conhecimentos teóricos e práticos na arte de cozinhar.
É necessário reconhecer que a dinâmica da atração exige rigidez de quem julga, seja para gerar conflito entre chefs e aprendizes ou provocar tensão no telespectador.
Mas esse excesso de caretas, vozes alteradas e agressividade verbal não faz o MasterChef ser melhor do que outros programas do gênero (e com a mesma tática contundente contra os participantes), como é o caso do quase idêntico Cozinheiros em Ação, apresentado por Olivier Anquier no canal GNT.
Fica a impressão de que todos os jurados 'nervosinhos' são uma cópia piorada do mestre da humilhação, Gordon Ramsay, astro do MasterChef original e de outros reality gastronômicos como o Hell's Kitchen.
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