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Flávio Bolsonaro desiste do debate da Globo após Gilmar Mendes garantir vaga de Renan Santos — e a noite vira caos antes mesmo de o microfone ser ligado na Globo

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1 out 2026 - 20h32
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Resumo
O debate eleitoral da TV Globo entrou em crise antes mesmo de começar. Após o ministro Gilmar Mendes determinar a inclusão judicial de Renan Santos no programa, o senador Flávio Bolsonaro cancelou sua presença no evento. O cenário de desfalques já incluía o presidente Lula, que optou por um podcast no mesmo horário, levando o TSE a proibir a exibição de seu púlpito vazio. As decisões jurídicas e desistências políticas alteraram completamente a composição do confronto.

O debate da Globo desta noite começou a desmoronar antes mesmo de qualquer candidato sentar à mesa. Flávio Bolsonaro desistiu do encontro após ter prometido a participação.

Flávio Bolsonaro desiste de debate na Globo (Imagem: Reprodução - Globo / Montagem - RD1))
Flávio Bolsonaro desiste de debate na Globo (Imagem: Reprodução - Globo / Montagem - RD1))
Foto: RD1 / RD1

Numa sequência rápida de decisões judiciais e anúncios nas redes sociais, a noite eleitoral se transformou numa crise em tempo real — com o TSE, o ministro Gilmar Mendes, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro protagonizando os capítulos de uma noite que ninguém esperava.

O movimento mais impactante da noite veio do senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi às redes sociais para anunciar sua desistência de comparecer ao debate — numa decisão que veio diretamente na esteira da ordem do ministro Gilmar Mendes garantindo a participação de Renan Santos (Missão) no encontro.

Renan Santos dentro; Flávio Bolsonaro fora de debate na Globo

Renan Santos não havia sido convidado originalmente pela Globo. A emissora havia informado que convidaria outro candidato caso houvesse desistência — mas a decisão judicial forçou sua inclusão direta.

A legislação é clara: todos os candidatos de partidos com no mínimo cinco parlamentares no Congresso têm direito garantido de participar de debates eleitorais.

O dado que torna a situação ainda mais delicada para o cenário eleitoral: Renan Santos aparece em terceiro lugar nas pesquisas, em empate técnico com Ronaldo Caiado (PSD) — o que significa que sua presença no debate não é apenas protocolar, mas politicamente relevante para o resultado da eleição.

A sequência de eventos que a Globo não esperava

Antes mesmo da decisão de Gilmar Mendes, o TSE já havia dado o primeiro sinal de que a noite seria atípica: a Corte proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio do presidente Lula durante o debate.

O petista havia anunciado que não compareceria — escolheu dar uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário.

Na sequência, o ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan no debate — decisão que a Globo não havia tomado espontaneamente e que mudou a composição do encontro de forma abrupta.

Com Renan Santos garantido por decisão judicial, Flávio anunciou pelas redes que não compareceria ao debate. A motivação não foi declarada explicitamente — mas a sequência dos eventos fala por si.

O debate antes do debate

O que deveria ser uma noite de confronto de propostas virou, antes de começar, uma disputa jurídica com desdobramentos políticos imediatos.

A ausência de Lula, a inclusão forçada de Renan Santos e a retirada de Flávio Bolsonaro redesenham completamente a composição do debate — e levantam a questão que o eleitor vai fazer: quem ainda vai estar à mesa quando as câmeras ligarem?

RD1
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