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A psicologia explica: conversar com quem já morreu pode ser mais normal do que você imagina

Conversar com quem já morreu pode fazer parte da elaboração do luto; entenda o que a psicologia chama de 'continuing bonds'

3 set 2026 - 18h40
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Resumo
Inspirada por uma cena da novela "Quem Ama Cuida", a psicologia esclarece que conversar com falecidos ou visitar túmulos são reações normais no luto. Segundo a especialista Diane N. Solomon na Psychology Today, atitudes como sentir a presença de quem partiu não são mais vistas como meras alucinações, mas sim integradas ao conceito de "vínculos contínuos", que reconhece a manutenção da conexão entre a pessoa enlutada e quem morreu como uma etapa saudável da elaboração da perda.
A psicologia explica: conversar com quem já morreu pode ser mais normal do que você imagina.
A psicologia explica: conversar com quem já morreu pode ser mais normal do que você imagina.
Foto: Divulgação/TV Globo / Purepeople

O cemitério voltou a aparecer com tudo em "Quem Ama Cuida". Nesta quinta-feira (3), Diná (Rosi Campos) irá até o túmulo de Francesca (Nathalia Dill), antiga funcionária da mansão de Arthur (Antonio Fagundes), para pedir perdão pela maneira como a tratou em vida. A governanta colocará flores sobre a sepultura e confessará seu arrependimento, sem perceber que Otoniel (Tony Ramos) estará observando a cena de longe. Eita!

A sequência chama atenção porque, na vida real, visitar o túmulo de alguém querido, falar com essa pessoa ou realizar outros rituais relacionados à morte não é necessariamente interpretado pela psicologia como algo estranho. Um artigo publicado em abril de 2026 pelo site especializado Psychology Today explica que essas atitudes podem fazer parte da maneira como algumas pessoas elaboram a perda.

O que significa manter um vínculo com quem morreu?

No artigo "Getting Closer to the Bones", publicado na seção dedicada ao luto, Diane N. Solomon, Ph.D., enfermeira profissional especializada em psiquiatria e professora adjunta da OHSU, aborda justamente a relação que pode continuar existindo entre uma pessoa enlutada e alguém que morreu.

Solomon explica que a compreensão sobre o luto mudou ao longo do tempo. Segundo ela, experiências como sentir a presença de alguém que morreu ou ouvir sua voz, especialmente após a perda, já foram interpretadas automaticamente como alucinações. 

Atualmente, existe o conceito de "continuing bonds", traduzido como "vínculos contínuos", para des...

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