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Por que Robert Plant recusou papel na série 'Game of Thrones'?

Vocalista do Led Zeppelin revelou motivo inusitado para não participar da produção da HBO e relembrou referências a Tolkien e à mitologia nórdica

29 out 2026 - 17h34
(atualizado às 17h36)
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Resumo
O cantor britânico Robert Plant recusou um convite para atuar na série Game of Thrones, da HBO, visando manter o foco na música e preservar sua imagem. O ex-vocalista do Led Zeppelin explicou que dispensou o papel e o cachê para evitar ser estereotipado em figuras místicas e nórdicas na televisão, alegando que já havia explorado essa temática fantástica de forma pioneira no rock clássico. A decisão contrastou com a de outros músicos que aceitaram fazer participações especiais na produção.

O cantor britânico Robert Plant recusou um convite formal para integrar o elenco de Game of Thrones (2011), épico de fantasia medieval produzido pela HBO. A revelação detalha a postura do vocalista em relação a aparições dramáticas na televisão, mantendo seu foco exclusivo em projetos musicais e na preservação da própria imagem pública construída ao longo de décadas nos palcos.

Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, em 2025
Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, em 2025
Foto: Steve Thorne / Redferns / Rolling Stone Brasil

A decisão frustrou os produtores do seriado televisivo, que buscavam aproximar lendas da cultura pop britânica do universo criado pelo escritor George R.R. Martin, aproveitando a forte ligação estética preexistente entre a mitologia fantástica e as letras clássicas do rock dos anos 1970.

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Por que Robert Plant recusou papel na série Game of Thrones?

Robert Plant rejeitou atuar em Game of Thrones (2011) para evitar o estigma de ser associado a figuras místicas e nórdicas na televisão. O artista afirmou que já havia explorado essa temática de fantasia de maneira pioneira na música e dispensou o cachê oferecido pela HBO.

A explicação surgiu durante uma entrevista concedida pelo músico ao apresentador George Stroumboulopoulos. Ao ser questionado sobre o convite para a produção, o ex-vocalista do grupo explicou que temia ficar preso a um estereótipo visual construído ainda nos primeiros anos de carreira musical, preferindo afastar sua figura lendária de participações performáticas como ator.

A ligação histórica entre o vocalista e a mitologia fantástica

As narrativas épicas e medievais sempre foram bases líricas importantes para a discografia britânica setentista. Elementos da mitologia nórdica e das obras literárias de J.R.R. Tolkien apareceram em diversas faixas históricas compostas pelo cantor:

  • "Immigrant Song": lançada em Led Zeppelin III (1970), a faixa aborda conquistas vikings, batalhas territoriais e o imaginário da Escandinávia antiga.
  • "Ramble On": presente no álbum Led Zeppelin II (1969), cita diretamente locais, personagens e lendas da Terra Média.
  • "The Battle of Evermore": canção lançada no disco Led Zeppelin IV (1971) que retrata batalhas mágicas em um formato acústico inspirado no folclore inglês.

Outros nomes do rock que participaram da produção da HBO

Diferente da recusa firme mantida por Robert Plant, outros músicos conhecidos aceitaram fazer pontas no programa durante as oito temporadas exibidas na televisão mundial. As gravações contaram com participações especiais discretas, frequentemente integrando grupos de soldados ou músicos da corte em cenas de festas medievais:

  • O baterista Will Champion, integrante da banda Coldplay, tocou percussão durante a sequência dramática do Casamento Vermelho.
  • A banda de metal norte-americana Mastodon atuou figurando como membros do povo selvagem transformados em criaturas místicas do gelo.
  • O cantor e compositor britânico Ed Sheeran interpretou um soldado cantor do exército Lannister em breve diálogo com a personagem Arya Stark.
  • Membros do trio islandês Sigur Rós tocaram instrumentos de época durante o casamento entre o rei Joffrey e Margaery Tyrell.

O vocalista britânico reforçou que sua contribuição ao imaginário nórdico e fantástico já estava devidamente documentada no catálogo do rock mundial, considerando desnecessário vestir armaduras ou figurinos televisivos para validar seu impacto cultural na ficção moderna.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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