Paulliny Tort e Adélia Prado levam prêmios da Biblioteca Nacional; veja lista completa
Fundação divulgou lista com vencedores em 13 categorias, premiados com R$ 30 mil, além de segundos e terceiros colocados
A Fundação Biblioteca Nacional anunciou os vencedores do seu prêmio literário de 2026, concedendo R$ 30 mil aos primeiros colocados de cada categoria. Entre os destaques, Paulliny Tort venceu em Romance com "Os Imortais", Adélia Prado levou o prêmio de Poesia por "O Jardim das Oliveiras" e Maria Valéria Rezende ganhou em Conto com "Recapitulações". Outros laureados de peso incluem DJ Dolores na categoria Crônica e o Cacique Raoni pelo registro de sua autobiografia em Tradição Oral.
A Fundação Biblioteca Nacional (BN) revelou, nesta terça-feira, 20, os livros vencedores da edição de 2026 de seu prêmio literário. As escritoras Paulliny Tort, Adélia Prado e Maria Valéria Rezende estão entre os destaques.
Paulliny levou o prêmio Machado de Assis de Melhor Romance por seu Os Imortais (Fósforo), livro que esteve em alta no circuito literário ao longo do ano. Ambientado na pré-história, o livro narra o trajetória de um grupo de neandertais que adotam uma criança Homo sapiens.
"O tempo que separa as gerações humanas pode parecer muito grande, porque cada um de nós não dura mais que um século, mas chegamos a esse mundo faz pouco. Não somos tão diferentes das pessoas do passado", disse a autora ao Estadão em maio deste ano, quando foi anunciada como um dos destaques da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Já Adélia Prado foi premiada na categoria Poesia - Prêmio Alphonsus de Guimaraens por O Jardim das Oliveiras (Record), seu primeiro livro em mais de uma década. Aos 90 anos, a autora também disputa o prêmio Jabuti pela obra, que contém alguns de seus "mais belos e comovedores poemas", conforme escreveu a poeta e ensaísta Mariana Ianelli em crítica no Estadão.
A escritora paulista Maria Valéria Rezende levou o Prêmio Clarice Lispector, de Contos, por Recapitulações (34), livro em que dialoga com a produção literária de autores clássicos, como Machado de Assis, Kafka e Guy de Maupassant. Em 2024, ela levou o mesmo prêmio por Toda Palavra Dá Samba (Dromedário).
Outros destaques foram o escritor e músico DJ Dolores, vencedor da Categoria Crônica — Prêmio João do Rio por Lugares Para Chorar no Recife e Outros (Seja Breve), e Raoni M?tyktire, o cacique Raoni, premiado em Histórias de Tradição Oral — Prêmio Akuli por sua autobiografia, Memórias do Cacique (Companhia das Letras).
O período de elegibilidade para o prêmio era entre 1º de maio de 2025 a 30 de abril de 2026. Os vencedores de cada categoria levam R$ 30 mil. O segundo e o terceiro colocado também são divulgados, mas não recebem premiação em dinheiro. Veja a lista completa:
Vencedores do Prêmio Biblioteca Nacional 2026
Categoria Romance — Prêmio Machado de Assis
- 1º Os imortais, de Paulliny Tort (Fósforo)
- 2º Masuaki e/ou Não deixe os cachorros latirem sozinhos, de Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras)
- 3º Piscinas russas, de Renata Belmonte (Tusquets)
Categoria Conto — Prêmio Clarice Lispector
- 1º Recapitulações, de Maria Valéria Rezende (Editora 34)
- 2º Mulheres que amam assombradas, de Sandra Liss (Litteralux)
- 3º A escuridão do ventre, de Clara Arreguy (Outubro Edições)
Categoria Crônica — Prêmio João do Rio
- 1º Lugares para chorar no Recife e outros, de DJ Dolores. Seja Breve.
- 2º Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior que eu, de Cidinha da Silva (Rosa dos Tempos)
- 3º Não sei se é bom, mas é teu, de Maria Ribeiro (Record)
Categoria Poesia — Prêmio Alphonsus de Guimaraens
- 1º O jardim das oliveiras, de Adélia Prado (Record)
- 2º Boris e Marina, de Alberto Martins (Companhia das Letras)
- 3º Os mortos, de Paulo Franchetti (Ateliê Editorial)
Categoria Ensaio Literário — Prêmio Mário de Andrade
- 1º João Guimarães Rosa: biografia, de Leonencio Nossa (Nova Fronteira)
- 2º Exílio como forma: Gonçalves Dias e o dilema brasileiro, de João Cezar de Castro Rocha (Autêntica)
- 3º Crítica insubmissa, de Beatriz Resende (Mapa Lab)
Categoria Ensaio Social — Prêmio Sérgio Buarque de Holanda
- 1º Irmãs do Atlântico: escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e em Havana (1763-1843), de Ynaê Lopes dos Santos (Civilização Brasileira)
- 2º Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos, de Felipe Loureiro (Companhia das Letras)
- 3º Dicionário de direitos humanos e afins, de Nei Lopes (Civilização Brasileira)
Categoria Histórias de Tradição Oral — Prêmio Akuli
- 1º Memórias do cacique, de Raoni M?tyktire (Companhia das Letras)
- 2º A travessia de N'Koko, de André Girardo (Iluminuras)
- 3º A origem do milho kurâ — Anji-Itabienly, de Eric Timóteo Iwyrâkâ Kamikiawa (PeraBook)
Categoria Histórias em Quadrinhos — Prêmio Adolfo Aizen
- 1º Dormindo entre cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci (Comix Zone)
- 2º Segue o baile, de Magô Pool (Veneta)
- 3º Água até aqui: histórias de luta, sobrevivência e recomeço na maior tragédia climática do Rio Grande do Sul, de Pablito Aguiar (Arquipélago Editorial)
Categoria Literatura Infantil — Prêmio Sylvia Orthof
- 1º Gavião, de Lulu Lima (Mil Caramiolas)
- 2º Eletricista, de Augusto Massi e Daniel Kondo (Elo)
- 3º Velho Sertão, de Fernanda Rios e Marcelo Tolentino (Pequena Zahar)
Categoria Literatura Juvenil — Prêmio Glória Pondé
- 1º U-507, de Roger Mello e Felipe Cavalcante (Global)
- 2º Ocupado!, de Paula Fábrio (FTD)
- 3º A história dos nossos amores, de Severino Rodrigues (Globo)
Categoria Ilustração — Prêmio Carybé
- 1º O muiraquitã: uma proteção ancestral, de Mauricio Negro (PeraBook)
- 2º A árvore solitária, de Rodrigo Mafra (PeraBook)
- 3º Velho sertão, de Marcelo Tolentino (Pequena Zahar)
Categoria Projeto Gráfico — Prêmio Aloísio Magalhães
- 1º Verena Smit: entre a palavra e a imagem, de Paulo André Chagas, Gabriela Marques de Castro e Gustavo Marchetti (WMF Martins Fontes)
- 2º Arquitetura do estado de trânsito, de Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti e Paulo André Chagas (Machado)
- 3º Excelsior, de Luciana Facchini (Ubu)
Categoria Tradução — Prêmio Paulo Rónai
- 1º Sem despedidas, de Han Kang. Tradução de Natália T.M. Okabayashi (Todavia)
- 2º O contador, a noite e o balaio, de Patrick Chamoiseau. Tradução de Henrique Provinzano Amaral (Editora 34)
- 3º Eurídice e outros poemas, de Hilda Doolittle. Tradução de Camila de Moura. (Círculo de Poemas)
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