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Paulliny Tort e Adélia Prado levam prêmios da Biblioteca Nacional; veja lista completa

Fundação divulgou lista com vencedores em 13 categorias, premiados com R$ 30 mil, além de segundos e terceiros colocados

20 out 2026 - 19h09
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Resumo
A Fundação Biblioteca Nacional anunciou os vencedores do seu prêmio literário de 2026, concedendo R$ 30 mil aos primeiros colocados de cada categoria. Entre os destaques, Paulliny Tort venceu em Romance com "Os Imortais", Adélia Prado levou o prêmio de Poesia por "O Jardim das Oliveiras" e Maria Valéria Rezende ganhou em Conto com "Recapitulações". Outros laureados de peso incluem DJ Dolores na categoria Crônica e o Cacique Raoni pelo registro de sua autobiografia em Tradição Oral.

A Fundação Biblioteca Nacional (BN) revelou, nesta terça-feira, 20, os livros vencedores da edição de 2026 de seu prêmio literário. As escritoras Paulliny Tort, Adélia Prado e Maria Valéria Rezende estão entre os destaques.

Paulliny levou o prêmio Machado de Assis de Melhor Romance por seu Os Imortais (Fósforo), livro que esteve em alta no circuito literário ao longo do ano. Ambientado na pré-história, o livro narra o trajetória de um grupo de neandertais que adotam uma criança Homo sapiens.

Paulliny Tort e Adélia Prado estão entre vencedores do Prêmio da Biblioteca Nacional de 2026.
Paulliny Tort e Adélia Prado estão entre vencedores do Prêmio da Biblioteca Nacional de 2026.
Foto: Renato Parada/Divulgação e Tiago Queiroz/Divulgação / Estadão

"O tempo que separa as gerações humanas pode parecer muito grande, porque cada um de nós não dura mais que um século, mas chegamos a esse mundo faz pouco. Não somos tão diferentes das pessoas do passado", disse a autora ao Estadão em maio deste ano, quando foi anunciada como um dos destaques da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Já Adélia Prado foi premiada na categoria Poesia - Prêmio Alphonsus de Guimaraens por O Jardim das Oliveiras (Record), seu primeiro livro em mais de uma década. Aos 90 anos, a autora também disputa o prêmio Jabuti pela obra, que contém alguns de seus "mais belos e comovedores poemas", conforme escreveu a poeta e ensaísta Mariana Ianelli em crítica no Estadão.

A escritora paulista Maria Valéria Rezende levou o Prêmio Clarice Lispector, de Contos, por Recapitulações (34), livro em que dialoga com a produção literária de autores clássicos, como Machado de Assis, Kafka e Guy de Maupassant. Em 2024, ela levou o mesmo prêmio por Toda Palavra Dá Samba (Dromedário).

Maria Valéria Rezende durante mesa na Flip 2017.
Maria Valéria Rezende durante mesa na Flip 2017.
Foto: Walter Craveiro/Divulgação / Estadão

Outros destaques foram o escritor e músico DJ Dolores, vencedor da Categoria Crônica — Prêmio João do Rio por Lugares Para Chorar no Recife e Outros (Seja Breve), e Raoni M?tyktire, o cacique Raoni, premiado em Histórias de Tradição Oral — Prêmio Akuli por sua autobiografia, Memórias do Cacique (Companhia das Letras).

O período de elegibilidade para o prêmio era entre 1º de maio de 2025 a 30 de abril de 2026. Os vencedores de cada categoria levam R$ 30 mil. O segundo e o terceiro colocado também são divulgados, mas não recebem premiação em dinheiro. Veja a lista completa:

Vencedores do Prêmio Biblioteca Nacional 2026

Categoria Romance — Prêmio Machado de Assis

  • 1º Os imortais, de Paulliny Tort (Fósforo)
  • 2º Masuaki e/ou Não deixe os cachorros latirem sozinhos, de Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras)
  • 3º Piscinas russas, de Renata Belmonte (Tusquets)

Categoria Conto — Prêmio Clarice Lispector

  • 1º Recapitulações, de Maria Valéria Rezende (Editora 34)
  • 2º Mulheres que amam assombradas, de Sandra Liss (Litteralux)
  • 3º A escuridão do ventre, de Clara Arreguy (Outubro Edições)

Categoria Crônica — Prêmio João do Rio

  • 1º Lugares para chorar no Recife e outros, de DJ Dolores. Seja Breve.
  • 2º Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior que eu, de Cidinha da Silva (Rosa dos Tempos)
  • 3º Não sei se é bom, mas é teu, de Maria Ribeiro (Record)

Categoria Poesia — Prêmio Alphonsus de Guimaraens

  • 1º O jardim das oliveiras, de Adélia Prado (Record)
  • 2º Boris e Marina, de Alberto Martins (Companhia das Letras)
  • 3º Os mortos, de Paulo Franchetti (Ateliê Editorial)

Categoria Ensaio Literário — Prêmio Mário de Andrade

  • 1º João Guimarães Rosa: biografia, de Leonencio Nossa (Nova Fronteira)
  • 2º Exílio como forma: Gonçalves Dias e o dilema brasileiro, de João Cezar de Castro Rocha (Autêntica)
  • 3º Crítica insubmissa, de Beatriz Resende (Mapa Lab)

Categoria Ensaio Social — Prêmio Sérgio Buarque de Holanda

  • 1º Irmãs do Atlântico: escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e em Havana (1763-1843), de Ynaê Lopes dos Santos (Civilização Brasileira)
  • 2º Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos, de Felipe Loureiro (Companhia das Letras)
  • 3º Dicionário de direitos humanos e afins, de Nei Lopes (Civilização Brasileira)

Categoria Histórias de Tradição Oral — Prêmio Akuli

  • 1º Memórias do cacique, de Raoni M?tyktire (Companhia das Letras)
  • 2º A travessia de N'Koko, de André Girardo (Iluminuras)
  • 3º A origem do milho kurâ — Anji-Itabienly, de Eric Timóteo Iwyrâkâ Kamikiawa (PeraBook)

Categoria Histórias em Quadrinhos — Prêmio Adolfo Aizen

  • 1º Dormindo entre cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci (Comix Zone)
  • 2º Segue o baile, de Magô Pool (Veneta)
  • 3º Água até aqui: histórias de luta, sobrevivência e recomeço na maior tragédia climática do Rio Grande do Sul, de Pablito Aguiar (Arquipélago Editorial)

Categoria Literatura Infantil — Prêmio Sylvia Orthof

  • 1º Gavião, de Lulu Lima (Mil Caramiolas)
  • 2º Eletricista, de Augusto Massi e Daniel Kondo (Elo)
  • 3º Velho Sertão, de Fernanda Rios e Marcelo Tolentino (Pequena Zahar)

Categoria Literatura Juvenil — Prêmio Glória Pondé

  • 1º U-507, de Roger Mello e Felipe Cavalcante (Global)
  • 2º Ocupado!, de Paula Fábrio (FTD)
  • 3º A história dos nossos amores, de Severino Rodrigues (Globo)

Categoria Ilustração — Prêmio Carybé

  • 1º O muiraquitã: uma proteção ancestral, de Mauricio Negro (PeraBook)
  • 2º A árvore solitária, de Rodrigo Mafra (PeraBook)
  • 3º Velho sertão, de Marcelo Tolentino (Pequena Zahar)

Categoria Projeto Gráfico — Prêmio Aloísio Magalhães

  • 1º Verena Smit: entre a palavra e a imagem, de Paulo André Chagas, Gabriela Marques de Castro e Gustavo Marchetti (WMF Martins Fontes)
  • 2º Arquitetura do estado de trânsito, de Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti e Paulo André Chagas (Machado)
  • 3º Excelsior, de Luciana Facchini (Ubu)

Categoria Tradução — Prêmio Paulo Rónai

  • 1º Sem despedidas, de Han Kang. Tradução de Natália T.M. Okabayashi (Todavia)
  • 2º O contador, a noite e o balaio, de Patrick Chamoiseau. Tradução de Henrique Provinzano Amaral (Editora 34)
  • 3º Eurídice e outros poemas, de Hilda Doolittle. Tradução de Camila de Moura. (Círculo de Poemas)
Estadão
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