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Passar mais tempo em frente às telas pode trazer um benefício inesperado para as crianças, aponta estudo

Segundo uma pesquisa realizada por duas universidades finlandesas, passar tanto tempo olhando para as telas também pode ter seu lado positivo

1 set 2026 - 17h25
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Resumo
Um estudo conduzido por universidades finlandesas revelou que a maior exposição a telas na infância pode trazer benefícios cognitivos na adolescência. Ao acompanhar 260 jovens durante oito anos, os pesquisadores observaram que aqueles que passaram mais tempo em frente aos dispositivos apresentaram melhor tempo de reação, maior precisão em testes de memória e um processamento cognitivo mais eficiente em comparação aos demais participantes.
Passar mais tempo em frente às telas pode trazer um benefício inesperado para as crianças, aponta estudo.
Passar mais tempo em frente às telas pode trazer um benefício inesperado para as crianças, aponta estudo.
Foto: Reprodução, pvproductions/Magnific / Purepeople

Quantas vezes você já se preocupou com o tempo que uma criança passa diante da tela do celular?

A exposição à luz azul, o possível vício em redes sociais e o receio de que os aparelhos ocupem boa parte do tempo livre dos mais jovens são alguns dos motivos que fazem muitos adultos enxergarem os dispositivos eletrônicos com desconfiança.

No entanto, nem todas as notícias são ruins.

Mais tempo de tela, melhor desempenho cognitivo?

Um novo estudo conduzido por pesquisadores das universidades de Jyväskylä e da Finlândia Oriental, ambas na Finlândia, observou que uma maior exposição às telas durante a infância estaria associada a um melhor processamento cognitivo na adolescência.

A pesquisa faz parte do estudo PANIC, um projeto de acompanhamento realizado ao longo de oito anos para entender como a atividade física, o sedentarismo e o uso de telas influenciam o desenvolvimento das capacidades cognitivas durante a adolescência.

Desta vez, os pesquisadores trabalharam com 260 jovens — 124 meninas e 136 meninos —, cuja média de idade era de 15,8 anos. Para avaliar suas capacidades de aprendizagem, atenção e memória, eles recorreram a testes desenvolvidos pela Cogstate.

Os dados obtidos revelaram um resultado bastante surpreendente: os adolescentes que haviam passado mais tempo diante das telas desde a infância apresentaram tempos de reação melhores e maior precisão nos testes de memória.

Não foi só isso. Eles também demonstraram um processamento cognitivo mais eficiente do que aqueles que havi...

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