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Pai de Daniel Vorcaro expõe rejeição do próprio filho e desabafa: 'Sofria muito'

Preso no caso envolvendo o Banco Master, Henrique Vorcaro enviou uma carta ao STF e fez uma revelação sobre a relação que mantinha com o filho nos negócios

28 set 2026 - 15h42
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Resumo
Preso em investigação sobre o Banco Master, Henrique Vorcaro enviou carta ao STF pedindo a revogação de sua prisão preventiva e negando elo com as irregularidades apuradas pela PF. O empresário alegou que sofria com a rejeição profissional do filho, Daniel Vorcaro, afirmando que nunca foi bem-vindo no banco e que não participava de suas decisões empresariais. Ele declarou que não deve ser punido apenas pelo parentesco e contestou sua suposta ligação com outros investigados no caso.

Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, afirmou que era rejeitado pelo próprio filho quando o assunto envolvia os negócios do Banco Master. Preso no âmbito das investigações envolvendo a instituição financeira, o empresário fez a revelação em uma carta enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Reprodução/Agência O Globo
Reprodução/Agência O Globo
Foto: Mais Novela

No documento, encaminhado em 22 de setembro, Henrique negou participação nas supostas irregularidades investigadas pela Polícia Federal e pediu a revogação de sua prisão preventiva.

"É importante os Srs. saberem que Daniel não tratava nada de Banco ou de negócios dele comigo, até me rejeitava. Talvez eu seja a pessoa que ele menos falava de seus negócios. Fiquei sabendo destes assuntos por notícias da mídia", escreveu.

Pai de Daniel Vorcaro desabafa sobre rejeição

Ao tentar se desvincular dos negócios do filho, Henrique Vorcaro afirmou que não era bem-vindo no Banco Master. Segundo ele, o afastamento profissional de Daniel chegou a provocar sofrimento.

"Todos sabem que eu era uma pessoa totalmente não bem-vinda no Banco ou em qualquer coisa do Daniel. Isso é a verdade e a realidade. Para mim era uma tristeza, sofria muito com esta rejeição", afirmou.

Apesar disso, Henrique disse manter uma boa relação pessoal com o filho. Ele também contou que Daniel Vorcaro trabalhou em suas empresas dos 15 aos 33 anos e, depois, decidiu seguir os próprios negócios.

Na carta, o empresário ainda citou Fabiano Zettel, cunhado de Daniel e também investigado no caso. Segundo Henrique, ele também não compartilhava informações sobre seus negócios.

Henrique Vorcaro pede liberdade

Ao recorrer ao STF, Henrique Vorcaro argumentou que não deveria ser envolvido nas investigações apenas por ser pai de Daniel Vorcaro.

"Até entendo os holofotes sobre o Caso Master, mas não queiram me arrastar para dentro disso só porque eu sou pai do Daniel. Tenho muitos negócios, todos honestos. Preciso da minha reputação e dignidade restauradas", declarou.

Além disso, Henrique contestou suspeitas de envolvimento com o grupo chamado de "A Turma" nas investigações. Ele afirmou que seus contatos com Marilson Roseno da Silva, outro investigado, estavam relacionados a negócios imobiliários e disse desconhecer eventuais atividades ilícitas de parceiros comerciais.

A defesa de Henrique Moura Vorcaro também alegou que ele permanece preso sem ter sido ouvido pelas autoridades responsáveis pela investigação. Com a carta, o empresário voltou a pedir que o Supremo Tribunal Federal revogue sua prisão preventiva.

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