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'Ninguém Morre Sozinho': Renata Piza lança livro sobre morte de Daniel Piza e emociona na Flip

O jornalista era colunista do 'Estadão' quando morreu aos 41 anos, em 2011, deixando a mulher e dois filhos pequenos; veja vídeo de Larissa Maciel lendo trechos do livro

31 jul 2025 - 20h26
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ENVIADA ESPECIAL A PARATY - A atriz Larissa Maciel precisou respirar fundo e segurar as lágrimas enquanto lia trechos do livro Ninguém Morre Sozinho, da jornalista Renata Piza, redatora-chefe da Elle, durante o primeiro evento de lançamento da obra, que ocorreu na tarde desta quinta-feira, 21, na Casa Escreva Garota, como parte da programação paralela da 23ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

O lançamento contou com uma conversa entre Renata e a psicanalista Carol Tilkian, mediada pela jornalista Cristina Fibe.

Lançamento de Ninguém Morre Sozinho, de Renata Piza, viúva de Daniel Piza, com a participação da psicanalista Carol Tilkian e mediação da jornalista Cristina Fibe, nesta quinta, 31
Lançamento de Ninguém Morre Sozinho, de Renata Piza, viúva de Daniel Piza, com a participação da psicanalista Carol Tilkian e mediação da jornalista Cristina Fibe, nesta quinta, 31
Foto: Julia Queiroz/Estadão / Estadão

Na abertura da mesa, Larissa - que ficou responsável pela leitura de trechos para dar início à conversa, bem avisou: é um tema difícil, o luto.

Ninguém Morre Sozinho, que sai pela editora Gema, é uma espécie de autoficção que aborda a morte do jornalista Daniel Piza. Ele era colunista do Estadão quando morreu aos 41 anos de forma repentina, após sofrer um AVC, em 31 de dezembro de 2011. Deixou a mulher, Renata, e dois filhos.

O jornalista Daniel Piza em 2010; ele morreu um ano depois, vítima de um AVC
O jornalista Daniel Piza em 2010; ele morreu um ano depois, vítima de um AVC
Foto: Hélvio Romero/Estadão / Estadão

Na Flip, a Renata Piza contou que escreveu o livro há dez anos, em 2015, como uma forma de colocar os sentimentos para fora. Ela já havia escrito um texto para a plataforma Vamos Falar Sobre o Luto e aquilo a inspirou a continuar. Mas ainda não tinha vontade de publicar: "Queria contar como se não fosse a minha história."

O livro ficou engaveta por quase uma década. Já ligada à editora Gema, resolveu resgatar o projeto. "Hoje já consigo ver com certo distanciamento, mas tem momentos que ainda 'pega'", disse após a leitura, secando as lágrimas.

A obra narra a descoberta da morte, o dia do velório, a impotência diante da situação e a forma como Renata lidou com a dor.

Ela e a psicanalista Carol Tilkian - que relatou que perdeu a mãe aos cinco anos - conversaram sobre como o luto não é um processo linear.

"Tem uma falta que atravessa a gente e que vai atravessar sempre", disse a psicanalista. Também abordaram os sentimentos de culpa e solidão que vêm com esse processo. "No Brasil, lidamos muito mal com a morte. É um assunto que ninguém quer falar", comentou Renata.

Ela espera, com o livro, ajudar a naturalizar as conversar sobre o luto. A obra chega às livrarias em 4 de agosto e terá um lançamento em São Paulo na segunda quinzena do mês, em data ainda a ser confirmada.

Estadão
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