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Silva abre o jogo sobre dinheiro na música: "Não é como pensam" (ENTREVISTA)

Cantor Silva conta que demorou a alcançar estabilidade financeira: ""Quem ganha dinheiro é o mercado pop, pop, pop. De rasgar dinheiro, né?". O post Silva abre o jogo sobre dinheiro na música: "Não é como pensam" (ENTREVISTA) apareceu primeiro em POPline.

10 abr 2026 - 17h56
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Angustiados, frustrados, endividados e deprimidos: esses adjetivos costumam ser usados pela imprensa para retratar a geração millennial. Nascidos entre 1981 e 1996 se ressentem por terem estudado e perseguido os sonhos, mas não terem carro e casa própria. O cantor Silva, de 37 anos, é um caso de sucesso, com o lançamento de seu oitavo álbum de estúdio, "Rolidei". Ele tem carro, casa e seu próprio estúdio. Mas também demorou para "chegar lá".

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"Quem ganha dinheiro é o mercado pop, pop, pop. De rasgar dinheiro, né? Hoje eu tenho uma vida financeira muito boa. Tenho estúdio. Tudo que posso comprar de música, compro. O que mais gasto é em instrumento. Não em looks. Você nunca vai me ver usando Prada da cabeça aos pés. O meu investimento é em música", conta o capixaba.

(Foto: Instagram @silva)
(Foto: Instagram @silva)
Foto: Popline

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O álbum é acompanhado de um documentário, "Silva, Lúcio", no qual ele revela que quase foi expulso de casa em 2016, quando estreou o clipe de "Feliz e Ponto". O pai ficou abismado de vê-lo trocando carícias com um homem e uma mulher ao mesmo tempo. "No Brasil, a gente sempre acha que quem desponta na música fica rico, né? Famoso é igual rico", Silva se abre em entrevista por videochamada ao POPline. "Demorei um tempão para sair da casa dos meus pais". Em 2016, ele já estava em seu terceiro álbum, "Júpiter".

Quando o dinheiro entrou na vida de Silva

A virada financeira se deu quando Silva conscientemente quis se tornar mais popular, não de olho em dinheiro mas em conexão com as pessoas. Ele fez uma viagem a Tóquio e tudo mudou. "Voltei totalmente desacreditado deste indie querido pelos jornalistas", diz no documentário. "Eu gosto de música feliz. Detesto ficar empurrando meu tédio para cima das pessoas", explica ao POPline.

A virada significou um álbum de covers de Marisa Monte e parcerias com grandes nomes da música, como Anitta, Ludmilla e Ivete Sangalo. A aproximação com o mainstream culminou com o "Bloco do Silva" em 2019. Começou como uma brincadeira e se tornou uma máquina de dinheiro.

A primeira edição, no Cine Joia em São Paulo, lotou rapidamente, na esteira da turnê do álbum "Brasileiro" (2018). Em apenas uma noite, o evento esgotou o estoque de bebida da casa para uma semana. "O dono ficou louco e falou: 'O público do Silva bebe pra caramba!' (risos). Aí começou a ficar um negócio muito grande", lembra o cantor. O bloco virou turnê e um projeto anual.

"Se eu fosse oportunista, o Bloco me deu dinheiro que eu nunca tinha visto na vida. Eu poderia entrar nessa, jogar o 'game', deixar o que sinto como artista de lado, e só pensar em dinheiro. E é isso que está acontecendo no mercado atualmente", pontua Silva.

Recusa ao jogo do mercado

Em outra entrevista ao POPline, ainda em 2016, Silva mostrava receio do que teria que fazer para se tornar mais popular. "Rola todo um jogo, que não sei se tenho muito talento para jogar", foram as palavras dele na época. Dez anos depois, admite que fez concessões (chegou a estrelar uma publicidade com influenciadores fazendo dancinha de TikTok, por exemplo), mas puxou o freio.

"O Bloco dava muito mais dinheiro do que meus shows. Comecei a ficar preocupado. Queria ganhar dinheiro com minha música. Mostrava minhas músicas para o pessoal que trabalhava comigo nessa parte comercial e fui percebendo que eles não estavam nem aí para o meu trabalho", detalha.

"Parei de trabalhar com essa galera. É uma galera de marca, tipo Mynd, esse tipo de empresa. Eles tratam os artistas como se fossem produtos. Que porra é essa?", completa.

(Foto: Divulgação / Wallace Domingues)
(Foto: Divulgação / Wallace Domingues)
Foto: Popline

Relação com dinheiro

Silva furou bolhas. Saiu da cena indie, colocou música em novela e entrou no line-up de grandes festivais. São quase um bilhão de streams só no Spotify. É o que ele queria - ser popular e acessível - mas ele está atento ao caminho. "Não vou ficar só fazendo essa musiquinha que está todo mundo fazendo agora. Acharam a fórmula. Agora todo mundo pegou o mesmo beat. O beat de 'A Cor É Rosa'. É que eu sou crítico e chato mesmo", pondera.

"Quando estava naquela época de turbilhão, falei para um amigo conhecido no mercado, o [Pedro] Tourinho: 'Fico com medo de ganhar muito dinheiro e me perder e virar outra pessoa. Esquecer o bairro que nasci, sabe?' Aí ele falou assim: 'Lúcio, você não tem que ter esse medo. Eu acho que seu problema, inclusive, é que você gosta pouco de dinheiro (risos)", conclui.

(Foto: Wallace Domingues)
(Foto: Wallace Domingues)
Foto: Popline

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