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Sammy Hagar responde a Alex Van Halen: 'Você age como se nunca tivesse existido um Van Hagar'

"Ele continua lançando todo esse material antigo e cobrando pelas fotos antigas que você encontra na internet", disse Hagar sobre Alex Van Halen. "Ele está fazendo muita coisa errada com o legado do Van Halen"

18 set 2026 - 18h42
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Resumo
Sammy Hagar rebateu as recentes declarações de Alex Van Halen, que o chamou de idiota e ignorou sua passagem pela banda em sua biografia. Em entrevista, Hagar criticou a tentativa de apagar a era "Van Hagar", marcada por quatro álbuns em primeiro lugar e mais de 40 milhões de discos vendidos. O cantor sugeriu que o ressentimento pode vir do sucesso de sua marca de tequila e de suas turnês atuais, cobrou sinceridade de Alex sobre os motivos do atrito, mas afirmou estar aberto a uma reconciliação.

Nos últimos anos, Alex Van Halen se esforçou para evitar falar sobre Sammy Hagar, sequer mencionando seu nome uma única vez em seu livro de memórias de 240 páginas, Brothers: An Intimate Account of Brotherhood and Rock Music (em tradução livre, "Irmãos: Um relato íntimo de irmandade e música rock"). Mas, no início deste mês, em uma entrevista para a revista brasileira Roadie Crew, ele rebateu quando questionado sobre o livro de Hagar de 2011, Red: My Uncensored Life in Rock (em tradução livre, "Vermelho: Minha Vida Sem Censura no Rock").

Sammy Hagar e Alex Van Halen em 1985
Sammy Hagar e Alex Van Halen em 1985
Foto: Ann Summa / Getty Images / Rolling Stone Brasil

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"Não sei o que ele escreveu e não quero saber", disse Van Halen. "Na minha opinião, Sammy Hagar é um completo idiota."

Como era de se esperar, Hagar tinha muito a dizer sobre essa caracterização de si mesmo em uma nova entrevista com Eddie Trunk na SiriusXM. "Culpado, sem dúvida", disse ele. "Provavelmente sou o idiota mais bem-sucedido do planeta... Quero chamar a atenção do Alex e dizer: cara, todos nós sabemos, você age como se nunca tivesse existido um Sammy Hagar. Você age como se nunca tivesse existido um 'Van Hagar'. Vendemos mais de 40 milhões de discos, tivemos quatro álbuns número um e você simplesmente apaga isso do legado do seu irmão, dizendo que não, que isso nunca aconteceu. Você nem quer reconhecer. Isso é profundo. Isso é estranho. Isso não está certo, para o Eddie, para mim, para o Mikey [o baixista do Van Halen, Michael Anthony], para ninguém."

"Estou perguntando ao Alex: 'Por quê?'", continuou ele. "Seja sincero, qual é o seu problema? Simplesmente diga. É o livro? Diga. Cabo Wabo? Diga. Talvez se eu soubesse qual é o seu problema, eu pudesse resolvê-lo. Mas agora ele age como se não houvesse problema algum, como se nunca tivesse acontecido."

Em 2025, Hagar contou à Rolling Stone que ouviu dizer que a raiva de Alex Van Halen em relação a ele se devia ao sucesso de sua marca de tequila Cabo Wabo. "Já conversei sobre isso com algumas pessoas, incluindo [o ex-empresário do Van Halen] Irving Azoff", disse ele. "Perguntei a ele: 'Qual é o problema?' E algumas pessoas me disseram: 'Ah, a Cabo Wabo. Houve uma época em que o Van Halen, quando você a criou, vocês eram todos sócios. E aí eles não a quiseram mais quando começou a dar prejuízo, e a deram para você, e você a revitalizou e lucrou centenas de milhões de dólares com ela. E eles estão com raiva. Alex está com raiva por causa disso.'"

Ele também achava que o baterista estava chateado porque Hagar e Anthony estavam em turnê juntos há anos, tocando repertórios repletos de clássicos do Van Halen, enquanto problemas de saúde o impediam de fazer turnês. "Ele não é cantor", disse Hagar. "Ele não é guitarrista. Ele não é exatamente um líder de banda. E parece que ele não quer mais tocar bateria, ou não consegue mais tocar bateria, e não consegue compor um novo álbum. Alex não era o compositor da banda. Ele era o baterista. Eddie e eu compúnhamos as músicas. Dave e Eddie compunham as músicas, então nós podíamos sair em turnê e tocá-las. E acho que isso realmente o incomoda, o fato de Mike e eu ainda estarmos na estrada fazendo isso. Eu me sentiria mal. Se eu me colocasse no lugar dele, me sentiria péssimo se não pudesse mais fazer isso."

O aumento das tensões entre os ex-companheiros de banda ocorre justamente quando Hagar está prestes a retomar sua residência Best of All Words no Park MGM, em Las Vegas. Ele estará novamente acompanhado por Anthony, o guitarrista Joe Satriani e o baterista Kenny Aronoff. O repertório é composto principalmente por sucessos de Van Hagar como "Poundcake", "Why Can't This Be Love" e "Right Now", mas também inclui algumas músicas da era Roth, como "Ain't Talkin' 'bout Love" e "Panama", além de "Bad Motor Scooter" do Montrose e o sucesso solo de Hagar, "I Can't Drive 55".

David Lee Roth, por sua vez, embarcou em uma turnê solo no início deste ano, mas cancelou as últimas datas pouco antes de se reunir com Alex Van Halen em uma palestra do TED Talk, marcando a primeira aparição pública dos dois juntos desde o último show do Van Halen em 2015. É difícil imaginar algo parecido acontecendo com Alex Van Halen e o substituto de Roth no Van Halen, mesmo que ele tenha sugerido, em tom de brincadeira, que Trunk poderia de alguma forma negociar uma trégua entre eles.

"Quero saber quanto você cobra por hora para ver se consegue mediar isso", disse ele. "Não estou tentando causar conflito. Estou tentando resolver algo, sabe? Se o Alex quer tocar bateria de novo, é problema dele. Se ele quer continuar lançando todo esse material antigo, essas fotos e tudo mais, e cobrando das pessoas por fotos antigas que você encontra na internet, mesmo que sejam dele, ele deveria disponibilizá-las de graça. Para mim, ele está fazendo muita coisa errada com o legado do Van Halen. E o que me interessa é saber o porquê. Só seja sincero. Diga para as pessoas, me diga, faça uma declaração pública explicando o motivo, e aí podemos descobrir se você está certo ou errado, e se podemos resolver isso ou não. E se não pudermos resolver, então siga em frente. Tudo bem."

Apesar de tudo, Hagar disse que reagiria com carinho se Van Halen o procurasse. "Ah, pode entrar, com certeza, eu o abraçaria e o beijaria bem na boca", disse Hagar a Trunk. "Eu o trataria como a pessoa que eu amava e que ainda poderia amar."

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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