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Sistema de transporte registra caos na saída do Rock in Rio; organização culpa a chuva

Rock Express funcionou bem na ida, mas fez multidão esperar por horas debaixo de chuva na madrugada deste domingo, 4

4 set 2022 - 15h11
(atualizado às 15h39)
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O Rock Express utiliza o sistema de BRT do Rio, um serviço de ônibus articulados que transitam em corredores exclusivos por bairros da zona oeste da cidade
O Rock Express utiliza o sistema de BRT do Rio, um serviço de ônibus articulados que transitam em corredores exclusivos por bairros da zona oeste da cidade
Foto: Marcio Dolzan/Estadão

Principal meio de deslocamento para a Cidade do Rock, o sistema de ônibus articulado batizado de Rock Express funcionou bem na ida, mas foi caótico ao final do segundo dia de Rock in Rio. Uma multidão se aglomerou e ficou debaixo de chuva em uma espera que superou duas horas para o embarque.

O trajeto a pé entre a entrada do Parque Olímpico e a plataforma de embarque do serviço de ônibus costuma ser feito em cerca de 15 minutos, mas por volta de 1h30 da manhã deste domingo o percurso ultrapassou uma hora, tamanha a quantidade de gente. Naquele momento, chovia e ventava na zona oeste do Rio de Janeiro, e a quantidade de ônibus era muito inferior à demanda.

Quando finalmente o público conseguia chegar à plataforma de embarque, a espera para entrar nos ônibus invariavelmente ultrapassava uma hora. Uma multidão tomou o espaço, e os orientadores contratados para indicar os locais de embarque pareciam não saber o que fazer.

Além disso, a saída e a chegada dos articulados não acontecia na mesma velocidade registrada na ida. Em alguns momentos, simplesmente não havia ônibus partindo. Alguns estavam estacionados, mas fora de operação.

O Rock Express utiliza o sistema de BRT do Rio, um serviço de ônibus articulados que transitam em corredores exclusivos por bairros da zona oeste da cidade. O modal começou a operar há dez anos e passou boa parte do tempo sob concessão, mas foi assumido provisoriamente pela Prefeitura no ano passado após sucessivas falhas no serviço, o que incluía falta de ônibus.

Na terça-feira passada, em coletiva de imprensa realizada na Cidade do Rock, o prefeito Eduardo Paes (PSD) ressaltou a importância do sistema para o público chegar ao Rock in Rio, mas alertou para o risco de falta de ônibus.

"Nós vivemos um problema no transporte da cidade. O sistema que sempre foi utilizado para acessar o Rock in Rio (BRT) passa por uma crise; nós estamos comprando mais ônibus, mas ônibus não têm em prateleira, demora a chegar", comentou. Ele lembrou ainda que o Rock Express é uma iniciativa do próprio Rock in Rio, que contratou o serviço junto à Prefeitura. Para o evento, a modalidade custa R$ 22 ida e volta, enquanto que o BRT tradicional custa R$ 4,05 por passagem.

Neste domingo, o Rock in Rio culpou a chuva pelos problemas registrados na madrugada. "Sobre a lentidão do público na saída do parque após o último show do Palco Mundo, a organização do evento esclarece que, em função da chuva, a pressão do público para sair foi o dobro do habitual. Somado a isso, estavam os semáforos avariados e acidentes de trânsito", informou a assessoria, em nota. "Apesar disso, todo o serviço foi regularizado em uma hora e meia."

A Secretaria Municipal de Transportes do Rio (SMTR), por sua vez, declarou que "está monitorando o serviço de ônibus Rock Express, contratado pela organização do evento, e cobrando mais agilidade na saída dos shows, para reduzir os intervalos, além de aumentar o número de funcionários das equipes de apoio". A pasta sustentou ainda que "está de prontidão em todos os locais de embarque e desembarque para auxiliar na operação", e alegou que a saída "concentra número maior de pessoas num curto espaço de tempo".

Estadão
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