Alok fala à Rolling Stone Brasil sobre levar dois universos distintos para o Rock in Rio 2026
"No primeiro show, eu preciso programar ele inteiro antes, no sentido de que eu preciso saber o que vai acontecer do início ao fim. No segundo, fico muito mais livre. Esse é o grande ponto"
Alok apresentará dois projetos distintos no Rock in Rio 2026. No Palco Mundo, ele comanda "Keep Art Human", espetáculo tecnológico e milimetricamente coreografado com 1.500 drones e bailarinos, que reflete sobre a inteligência artificial. Já no New Dance Order, o DJ apresenta "Rave The World", performance intuitiva e focada na cultura rave, onde resgata suas origens ao lado da família. A dualidade reflete sua evolução artística entre o pop grandioso e suas raízes na música eletrônica.
Alok chegará ao Rock in Rio 2026 em dois momentos completamente distintos. No dia 11, sobe ao Palco Mundo com Keep Art Human, uma reflexão audiovisual sobre tecnologia, inteligência artificial e a importância de preservar a humanidade em um mundo cada vez mais digital. Uma semana depois, no dia 12, assume o New Dance Order com Rave The World, show que resgata a cultura rave como espaço de conexão genuína, além de contar com a participação dos pais em um momento especial. Dois projetos, dois palcos, dois Aloks.
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Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o DJ contou sobre sua expectativa para as apresentações: "Não tô ansioso, não, sabia? Tem tantas coisas que acontecem todos os dias que não tenho nem espaço para ficar ansioso. Na verdade, tô muito animado!"
Keep Art Human nasceu no Coachella e foi desenvolvido especialmente para festivais de grande escala, como o Rock in Rio. O projeto reúne 45 bailarinos, coreografados pelo grupo italiano Urban Theory, e 1.500 drones — um recorde na América Latina. Para Alok, a presença da música eletrônica em um festival popular, ainda em processo de amadurecimento, é crucial: "Acho que é importante estar trazendo alguns nomes para as pessoas começarem a buscar também o que é o eletrônico, né? E, além disso, a gente acaba usando a plataforma para trazer mais pessoas para o eletrônico. Acho que é uma fusão muito, muito boa". O show no Palco Mundo foi pensado para ser uma experiência imersiva, em que o palco inteiro de painéis de LED funciona como parte integral da narrativa. "Na hora em que eu fiquei sabendo que ia ser o palco inteiro de LED, eu estava assim: 'YES!'", disse.
Rave The World segue um caminho completamente diferente. Nascido da cultura rave como resposta a um mundo cada vez mais virtual, o projeto é menos estruturado, "cerca de 60% é decidido no momento do show", conta, permitindo que Alok sinta a energia do público e reaja em tempo real. Além disso, o que torna esse projeto ainda mais especial é a participação da família: o irmão, DJ Bhaska, os pais, Ekanta Jake e DJ Swarup. "Não tem aquela frase: 'A felicidade só é real quando compartilhada'. Pra mim, essas relações interpessoais bem resolvidas — a família junto, todo mundo fazendo o que ama — é como se fosse uma fusão nuclear, sabe? Quando a gente se encontra, dá essa grande explosão, e eu revelo para todos os lados".
A transição entre os dois shows é, por definição, mental. Keep Art Human é quase completamente coreografado — cada detalhe planejado, cada momento estruturado —, já Rave The World é o oposto: flexibilidade, intuição, presença. "No primeiro, eu preciso programar ele inteiro antes, no sentido de que eu preciso saber o que vai acontecer do início ao fim. No segundo, fica muito mais livre. Esse é o grande ponto". Para Alok, essa dualidade reflete a própria evolução como artista: o popular versus as raízes, o planejado versus o intuitivo.
E quando perguntado sobre o que deseja que as pessoas sintam em cada apresentação, Alok deixa clara a intenção por trás de cada show. No Palco Mundo, ele busca impacto visual e uma narrativa que transcenda a música: "Eu queria realmente que as pessoas saíssem de lá tendo visto algo muito especial e único. Quando você vai ao show e aquilo fica na cara: 'Cara, foi muito foda'. Não é só a questão de ter um DJ tocando ali; foi uma entrega muito foda, com uma narrativa foda, uma questão com um todo. Tem uma mensagem interessante por trás". Já em Rave The World, a intenção é pessoal, íntima: "Eu quero que as pessoas reconheçam esse lugar, que é mais um resgate da minha origem. É quase como se acessassem um outro Alok, sabe? Alok no Palco Mundo é uma coisa mais popular; no Rave The World, é uma parte um pouco mais de onde eu vim".
O Rock in Rio 2026 acontece entre 4 e 13 de setembro no Parque Olímpico da Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
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