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Alok admite no Rock in Rio que DJs usam pen drive: 'sei que dá raiva'

Atração do Palco Mundo, brasileiro abre o jogo sobre o dispositivo e argumenta que o mesmo não substitui a técnica do artista

17 set 2026 - 15h00
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Resumo
No Rock in Rio, Alok admitiu o uso de pen drives em suas apresentações, defendendo que a tecnologia é indispensável para sincronizar áudio, vídeo e iluminação em grandes espetáculos, sem anular a identidade do artista. O tema reflete um debate recorrente na música eletrônica: enquanto puristas valorizam o vinil, DJs modernos utilizam o dispositivo tanto para automatizar megashows altamente cronometrados de EDM quanto para armazenar faixas autorais e realizar mixagens ao vivo.

Uma das atrações do Palco Mundo do Rock in Rio, o DJ Alok surpreendeu o público e demonstrou bom humor ao abordar um dos debates mais recorrentes da música eletrônica: o uso de dispositivos de armazenamento portáteis (os famosos pen drive) nas pick-ups.

O DJ Alok em 2024
O DJ Alok em 2024
Foto: Mauricio Santana / Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Sem mistério, o artista assumiu publicamente a prática em conversa com Danilo Casaletti para o jornal Estadão. Ainda, ironizou as críticas de que o trabalho de DJ seria facilitado por causa disso.

Ele comentou:

"É verdade, usamos pen drive. Hoje em dia, para poder fazer o meu show, que está em timecode [nota: sistema usado para sincronizar áudio, vídeo e iluminação em tempo real], não tem como fazer no vinil."

Alok acrescentou pontuando que a ferramenta, embora prática, não substitui a identidade ou a técnica artística do DJ em si:

"Se eu der meu pen drive para alguém, não significa que ele vai se tornar um Alok. Sei que dá raiva, mas é a ferramenta que temos."

DJs e pen drives para além de Alok

O uso do dispositivo em grandes festivais costuma ser alvo de debates entre puristas da profissão — que relembram os tempos dos discos de vinil — e artistas modernos.

Para a DJ Anna, uma das brasileiras mais conhecidas na indústria atualmente, tudo depende muito da logística de cada evento. Em entrevista ao g1 em 2022, ela explicou:

"Acontece de usar pen drive, de colocar um set pronto e fingir que está tocando… isso acontece no nosso meio, mas é mais naqueles super shows que têm tudo marcado: a hora do fogo, a hora de falar. É mais shows de EDM (Electronic Dance Music)."

Anna conclui:

"No meio da música eletrônica mais underground isso não acontece, porque uma das coisas que é a graça é mixar na hora. Eu, por exemplo, toco com pen drive, mas o que tem dentro daquele pen drive é todo o material que eu uso para mixar na hora. Eu passo dias produzindo no meu estúdio."

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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