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Red Hot Chili Peppers toca músicas da era de Hillel Slovak pela primeira vez em décadas; assista

Em show beneficente, a banda passou por algumas faixas do início da carreira nos anos 80, época em que contavam com o guitarrista israelense-americano Hillel Slovak

19 out 2026 - 10h57
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Resumo
Em show beneficente para o Silverlake Conservatory of Music em Los Angeles, o Red Hot Chili Peppers surpreendeu ao tocar raridades dos anos 1980 da era do guitarrista original Hillel Slovak. Faixas como "Organic Anti-Beat Box Band" e "Blackeyed Blonde", não executadas desde 2000, integraram o repertório ao lado de sucessos recentes e participações especiais. A apresentação celebra o legado de Slovak após o lançamento de um documentário sobre o músico, morto precocemente em 1988.

O Red Hot Chili Peppers tocou músicas antigas e raras da era de Hillel Slovak neste sábado, 17, durante um show beneficente no Hollywood Palladium em Los Angeles.

Red Hot Chili Peppers em 1988 (E
Red Hot Chili Peppers em 1988 (E
Foto: D): Anthony Kiedis, Flea, Hillel Slovak, Jack Irons ( Gie Knaeps / Getty Images) / Rolling Stone Brasil

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O show foi uma celebração dos 25 anos do Silverlake Conservatory of Music, escola de música fundada pelo baixista da banda, Flea. A meta era arrecadar US$ 1,5 milhão para financiar as atividades educacionais da instituição. Além do RHCP, o evento recebeu shows de convidados especiais como Dave Grohl, Vince Staples e Marc Maron.

O setlist do RHCP contou com 11 músicas, incluindo algumas dos anos 80 — época em que a banda contava com o guitarrista israelense-americano Slovak. Duas faixas, em especial, não eram apresentadas desde 2000: "Organic Anti-Beat Box Band", do álbum The Uplift Mofo Party Plan de 1987, e "Blackeyed Blonde", do álbum Freaky Styley de 1985. Veja a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=ziLOgrR9CWk

https://www.youtube.com/watch?v=e-fXLbYyP9I

A noite ainda incluiu outras raridades, como uma versão de "Will You Love Me Tomorrow?", de Carole King, interpretada pelo guitarrista John Frusciante, e "Nevermind", que o grupo não tocava com o guitarrista desde 1992.

https://www.youtube.com/watch?v=iKVyw7-ZIgw

https://www.youtube.com/watch?v=itC0Zsa8iCA

O setlist também incluiu faixas mais recentes, como "Black Summer", "Eddie", "Whatchu Thinkin''.

O show beneficente ocorre após o lançamento do documentário The Rise of the Red Hot Chili Peppers: Our Brother, Hillel, na Netflix, que contou a história dos anos iniciais da banda e da trajetória do falecido guitarrista Hillel Slovak.

A história de Slovak no RHCP

O Red Hot Chili Peppers foi formado no final de 1982, sob o nome Tony Flow and the Miraculously Majestic Masters of Mayhem, pelos colegas de escola Anthony Kiedis (vocais), Hillel Slovak (guitarra), Flea (baixo) e Jack Irons (bateria).

Slovak foi o principal arquiteto do som cru e original do grupo entre 1982 e 1988, que mesclava funk rock, punk rock e funk metal, com influência de bandas como Jimi Hendrix e Parliament-Funkadelic.

Slovak não esteve incluso no álbum de estreia The Red Hot Chili Peppers (1984) porque ele e Irons deixaram a banda temporariamente para focar em um projeto paralelo. O guitarrista, entretanto, participou dos dois álbuns de estúdio seguintes: Freaky Styley (1985) e The Uplift Mofo Party Plan (1987) (único com a formação original completa).

Slovak faleceu em 25 de junho de 1988, aos 26 anos, vítima de uma overdose. A morte precoce do guitarrista marcou o fim dessa primeira fase sonora, abrindo caminho para a entrada de John Frusciante.

Apesar do pouco tempo que teve na banda, Slovak foi uma figura central na identidade do RHCP — foi ele quem ensinou Flea a tocar baixo quando eram adolescentes. À Rolling Stone EUA, em 1994, o baixista contou:

"Eu gostava de Dizzy Gillespie e Louis Armstrong porque queria ser trompetista. Ouvia rock, mas achava estúpido. Obviamente, eu não ouvia música maneira. Mas quando conheci Hillel, ele começou a me mostrar muito rock, e eu me interessei por Led Zeppelin e Jimi Hendrix. E para o rock, os anos 1960 foram, sem dúvida, a época mais inovadora e expressiva. Para mim, a melhor coisa que aconteceu depois disso foi o punk rock. Não dá para ser um músico de rock relevante hoje em dia sem conhecer e entender o punk rock."

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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