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Produtor e diretor musical Guto Graça Mello morre, aos 78 anos

Artista esteve internado durante o último mês por conta de uma queda

5 mai 2026 - 14h51
(atualizado às 16h10)
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O produtor e diretor musical Guto Graça Mello, morreu nesta terça-feira, aos 78 anos, em virtude de uma parada cardiorrespiratória, conforme informado pela família ao g1. O artista estava internado no Hospital Barra D'Or, localizado no Rio de Janeiro, após uma queda há cerca de um mês.

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Recentemente, sua esposa Sylvia Massari havia publicado imagens em apoio e declarações ao marido. O produtor deixa duas filhas e dois enteados.

Guto Graça Mello morre aos 78 anos.
Guto Graça Mello morre aos 78 anos.
Foto: @andrerosaprodutormusical via Instagram / Estadão

Da abertura do 'Fantástico' a 500 discos da MPB

Ao longo de décadas de trabalho, Guto Graça Mello atuou na produção de álbuns de grandes nomes da música brasileira, como Rita Lee e Roberto Carlos. Além de ter trabalhado em mais de 500 discos de diversos artistas, ele tornou-se referência das trilhas sonoras de novelas.

Foi ele o responsável pelas trilhas de obras como Gabriela (1975), Pecado Capital (1975) e Estúpido Cupido (1976). Guto ainda compôs o tema de abertura do Fantástico.

Na MPB, Guto esteve envolvido em discos históricos, como Babilônia (foi ele, ao lado da banda Tutti-Frutti, o arranjador de Jardins Da Babilônia), de Rita Lee, Ciclo, de Maria Bethânia, e Como o Diabo Gosta, de Gal Costa. O produtor ainda compôs para Elis Regina e Nara Leão e se tornou diretor artístico na gravadora Som Livre.

Em 2003, Guto chegou a ser indicado ao prêmio de Produtor do Ano no Grammy Latino. Em 2009, venceu a categoria de Melhor Videoclipe de Longa Duração no prêmio por A Música de Tom Jobim, uma homenagem de Roberto Carlos e Caetano Veloso a Antônio Carlos Jobim.

Nascido em 1947, o artista era filho dos atores Stella e Octávio Graça Mello. Apesar de ter dado início à formação em arquitetura, logo abandonou o curso e seguiu pelo âmbito das artes.

Em 2025, o Estadão conversou com Graça Mello a respeito do trabalho realizado na remasterização de Exagerado, canção de Cazuza. A versão especial que completou 40 anos passou por uma mudança na qualidade do som, trazendo uma abordagem moderna.

"A gravação original é maravilhosa, mas, para os dias de hoje, estava ultrapassada em questão de som. O que fizemos foi ajustar o volume da voz do Cazuza, efeitos e parâmetros da banda", disse.

Estadão
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